Professores recusam proposta do GDF e decidem continuar em greve

Publicado em Terça, 04 Abril 2017 13:43

Em greve desde 15 de março, os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram continuar a paralisação durante assembleia realizada nesta terça-feira (4). Reunida desde às 10h em frente ao Palácio do Buriti, a categoria decidiu não aceitar a proposta apresentada pelo governo de pagamento de até R$ 100 milhões, de acordo com a disponibilidade do caixa do GDF.

Segundo a Polícia Militar, 1.500 servidores participaram do ato. Após a assembleia, os professores bloquearam as seis pistas da via Eixo Monumental Norte. O trânsito ficou interditado desde o Palácio do Buriti até o Estádio Nacional Mané Garrincha. Por volta de 12h30, o grupo liberou a pista e se deslocou até a Câmara Legislativa.

No encontro com os servidores realizados na segunda-feira (3), o Executivo propôs o pagamento e informou que esse valor abrangeria, por exemplo, a quitação de licenças-prêmio, mas não inclui aumento de auxílio-alimentação ou saúde, conforme reivindicado pela categoria.

Os servidores iniciaram a paralisação para reivindicar o pagamento da quarta parcela do reajuste salarial, prometida pelo governo Agnelo (PT-DF), que deveria ter sido paga em outubro do ano passado. Desde o início da movimentação, o GDF alegou não ter condições financeiras de arcar com o reajuste reivindicado pelos professores.

No último dia 27, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal decretou a ilegalidade da greve. Com isso, a Justiça estabeleceu que toda a categoria deve voltar às atividades imediatamente. A decisão judicial também estabelece o corte dos dias faltados. Em caso de desrespeito, a multa prevista é de R$ 100 mil por dia.

(Portal G1, 04/04/2017)

 
 
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