SE: Em ação antidemocrática prefeita de Pedrinhas corta salários do magistério

Publicado em Sexta, 06 Outubro 2017 11:29

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Professoras e professores de rede municipal de Pedrinhas foram surpreendidos nesta quinta-feira, 5/10, com o corte total dos salários promovidos pela prefeita Ocimara Araújo Cruz Trindade (Mara da Farmácia).

Os educadores voltam às atividades laborais na próxima segunda, dia 9, depois de uma greve que durou 37 dias. O magistério pedrinhense amarga perdas salariais que, em alguns casos, ultrapassam a casa dos R$45 mil. Essas perdas resultam do não reajuste do piso salarial desde o ano de 2014.

Desrespeito com os estudantes

Com essa ação autoritária a prefeita Mara da Farmácia não condena somente os professores e seus familiares, mas também toda a comunidade escolar. Antes de entrar em greve (direito garantido constitucionalmente) os professores e professoras se comprometem a repor as aulas não ministradas.

Vale lembrar que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação garante que os estudantes da Educação Básica têm direito a 200 dias letivos e o magistério pedrinhense em nenhum momento se furtou em garantir o direito aos estudantes das escolas públicas municipais de Pedrinhas.

“Como é de praxe, ao enviar o ofício comunicando da greve, o SINTESE salientou que os professores e professoras de Pedrinhas fariam a reposição das aulas. A ação da prefeita em cortar o nosso ponto só reforça que ela não está preocupada nem com os professores e nem com os estudantes das escolas de Pedrinhas”, disse Uilson Hora, diretor do Departamento de Bases Municipais do SINTESE.

Não abre diálogo

Durante a greve em nenhum momento a prefeita abriu o diálogo com o SINTESE. O sindicato enviou vários ofícios solicitando audiências no sentido de se resolver o impasse e não houve resposta da gestora municipal.

O cenário é de caos. Desde 2014 que o reajuste do piso não é aplicado. A administração municipal de Pedrinhas deve passivos trabalhistas referentes aos retroativos do piso salarial dos anos de 2012 (janeiro a julho), 2013 (janeiro a julho) e 2014 (janeiro a setembro). Isso sem falar na situação precária em que se encontram diversas unidades escolares.

Enquanto isso os professores e professoras só estão vendo o prejuízo aumentar. Um professor pós-graduado, em final de carreira, com mais de 25 anos de magistério, deveria estar recebendo de salário bruto R$ 6.086,28. Como a prefeitura não cumpre a lei do piso este professor recebe R$ 4.494,30, uma perda acumulada mensal de R$1.591,98.

“Além de não negociar conosco ela agora quer nos levar para a miséria. Como cumpriremos nossos compromissos e, pior de tudo, como garantiremos nossa alimentação se não temos salários?”, questiona a Sandra Neri.

(Sintese, 6/10/2017)

 
 
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