Ditadura nunca mais: 50 anos do assassinato do estudante Edson Luís

Publicado em Segunda, 02 Abril 2018 17:15

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Há 50 anos, na noite de 28 de março de 1968, morria no Rio de Janeiro o jovem secundarista Edson Luís de Lima Souto – um dos primeiros estudantes assassinados pela ditadura militar (1964-1985). A comoção em torno de seu tombamento levou dezenas de milhares de pessoas às ruas e escancarou o crescente repúdio da sociedade ao regime imposto pelo Golpe de 64.

O secundarista foi baleado pela polícia militar durante uma manifestação em frente ao Restaurante Central dos Estudantes, num prédio do centro do Rio de Janeiro (RJ). Conhecido como Calabouço, por ter abrigado escravos presos no Império, o enorme restaurante era uma espécie de patrimônio dos estudantes, custeado pelo Ministério da Educação (MEC).

O jornalista André Cintra e a historiadora Raisa Marques relembraram a história de Edson Luís em matéria publicada originalmente no Portal Vermelho e reproduzida no site mantido pela CNTE, Ditadura Nunca Mais, acesse a reportagem.

Memória e resistência

A página Ditadura Nunca Mais foi criada pela CNTE em 2014 com o objetivo de celebrar a resistência da sociedade brasileira contra o estado de exceção imposto há mais de 50 anos. A campanha teve início com um abaixo-assinado que ajudava a mobilizar a comunidade para trocar os nomes de escolas públicas que ainda homenageavam ditadores em plena democracia. Atualmente o site mantido pela CNTE se transformou num espaço permanente em memória dos/as trabalhadores/as em educação e estudantes que lutaram contra a Ditadura e foram vítimas do Golpe.

Nas décadas de 1960 e 1970, o movimento estudantil brasileiro foi importante foco de resistência e mobilização social à ditadura civil-militar. Organizados em diversas entidades representativas, como os DCEs (Diretórios Centrais Estudantis), as UEEs (Uniões Estaduais dos Estudantes) e a UNE (União Nacional dos Estudantes), suas reivindicações, protestos e manifestações influenciaram os rumos da política. Os estudantes protestavam por causas específicas como a ampliação de vagas nas universidades públicas, por melhores condições de ensino, contra a privatização e também em defesa das liberdades democráticas e por justiça social.

54 anos do Golpe

Preservar a memória é fundamental para evitar novas práticas ditatoriais. Segundo dados da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que se encerrou no final de 2014, o número oficial de mortos no Brasil durante a ditadura é de 434. Desse total, 210 foram considerados desaparecidos. Mas a realidade da noite que durou quase 21 anos (1964-1985) vai muito além dos dados oficiais. Segundo o pesquisador José Carlos Moreira da Silva Filho, da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), muitos dos episódios de violência não chegaram a ser catalogados. Leia mais detalhes na matéria do jornal Brasil de Fato reproduzida no site Ditadura Nunca Mais. 

*Com informações do jornal Brasil de Fato e do Portal Vermelho

 
 
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