Nota de repúdio aos ataques fascistas contra os sindicatos de trabalhadores em educação

Publicado em Sexta, 08 Abril 2016 09:38

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A conjuntura política no Brasil tem feito com que atitudes raivosas se espalhem por vários segmentos de nossa sociedade, com o intuito de tentar impor um pensamento hegemônico em favor de quem defende o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, sem que a mesma tenha cometido quaisquer crimes de responsabilidade à luz do que determina a Constituição Federal.

Neste momento, vários sindicatos da educação e de outras categorias de trabalhadores têm sido alvos de ataques fascistas, em razão de terem participado da Marcha dos Cem Mil, em Brasília, no último dia 31 de março.

Primeiramente, é preciso esclarecer que, além de se posicionar em defesa da democracia e, portanto, contra o golpe do impeachment – pois o mesmo não tem base legal –, a referida Marcha teve outros quatro eixos: contra a Reforma da Previdência; não ao ajuste fiscal e aos cortes nos gastos sociais; em defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores e Fora Cunha (parlamentar comprovadamente corrupto).

Especificamente no âmbito da educação, a pauta da CNTE e de seus sindicatos filiados na Marcha dos Cem Mil incorporou também a defesa intransigente da educação pública, gratuita, democrática, laica e de qualidade socialmente referenciada, contra a privatização e a terceirização dos serviços escolares por Organizações Sociais (OS), contra a militarização das escolas, pelo cumprimento da Lei do Piso e pela valorização profissional.

As pessoas desinformadas (ou mal-intencionadas), que acusam a CNTE e suas filiadas de financiarem participantes num ato em defesa do governo, erram duplamente nas acusações. Primeiro, porque a pauta da Marcha foi de interesse de todos/as os/as trabalhadores/as – conforme destacado acima – e nenhum/a trabalhador/a filiado/a ganhou dinheiro para participar, exceto a cobertura de hospedagem e alimentação, como é de praxe nas atividades em Brasília que exigem longos deslocamentos. Segundo, porque o Estatuto da CNTE e da maioria de suas entidades filiadas preveem a participação da categoria em atos em defesa da cidadania, conforme destacamos a seguir:

Art. 2° (Estatuto da CNTE) - A CNTE tem como finalidades:
a)congregar trabalhadores em educação em nível nacional, por meio de entidades a ela filiadas, com objetivo de defesa dos interesses da categoria, da educação e do País;(...)
l) promover a livre participação de todos para realizar e legitimar as formas institucionais necessárias à construção efetiva da soberania nacional e solidariedade internacional; (...)
n) incorporar-se nas lutas das demais categorias profissionais que defendam a transformação democrática da sociedade;(...) g.n

Os/As trabalhadores/as em educação filiados/as aos sindicatos de todo País, ainda que não defendam o governo da presidenta Dilma Rousseff, certamente têm a convicção de que a democracia deve ser preservada, incondicionalmente, e os/as que estiveram em Brasília, na Marcha dos Cem Mil, puderam fazer parte dessa luta que é, também, a luta de seu Sindicato.

Brasília, 7 de abril de 2016
Diretoria Executiva da CNTE

 
 
  10/12/2018
Boletim CNTE 824
É urgente que as entidades educacionais se manifestem contra a aprovação sorrateira da nova BNCC do Ensino Médio
INFORMATIVO CNTE 824  
 
 
Videoconferência Reforma Tributária Solidária (06/08/2018)
 
 

Programa 606 - Vitória: projeto "Escola Sem Partido" é arquivado

 
 

Carta aberta aos(às) trabalhadores(as) em educação e à sociedade sobre os retrocessos na agenda social do país

 
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