Confira o que foi discutido nos coletivos da CNTE

Publicado em Sábado, 14 Janeiro 2017 15:16

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Reuniões dos coletivos da CNTE e do Departamento de Especialistas (DESPE) abriram o terceiro dia de Congresso.
Divididos em 10 grupos, os profissionais discutiram temas como políticas para mulheres, combate ao racismo, saúde do trabalhador e a situação educacional nos municípios. Confira abaixo o que aconteceu em cada coletivo:

Coletivo de Formação

Em pauta na reunião, a conjuntura do país e os novos desafios do movimento sindical. “Passamos por um momento difícil, mas isso alimenta o movimento sindical e nos obriga a rever nossas pautas de lutas e estratégias de ação”, ressaltou o Secretário de Formação da CNTE, Gilmar Soares.

Quatro grandes eixos compõem o programa de formação sindical, da Escola de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Esforce), da CNTE: Eixo I - Concepção Política e Sindical (5 fascículos); Eixo II - Formação de Dirigentes Sindicais (5 fascículos); Eixo III - Planejamento e Administração Sindical (4 fascículos); Eixo IV - Temas Transversais (1 fascículo). Os fascículos estão entre as publicações que podem ser acessadas com facilidade na página da CNTE.

Coletivo de Mulheres

A secretária de Relações de Gênero da CNTE, Ísis Tavares, abriu a reunião encorajando as mulheres a atuarem em todas as frentes da sociedade. “Entretanto, o movimento não deve ser sexista, mas lado a lado com seus companheiros”, afirmou.

O lançamento da 15° edição da Revista Mátria, da CNTE no dia 8 de março, também foi anunciado na reunião. “A publicação é uma ferramenta riquíssima de informação relativa às questões das mulheres, mas não apenas para mulheres”.

A deputada Érika Kokay foi a palestrante do coletivo e afirmou que as educadoras têm uma forte arma de luta: a coragem. “As mulheres são corajosas e isso é um instrumento de libertação”.

Coletivo da Juventude

O coordenador do coletivo, Carlos Guimarães, resgatou os trabalhos realizados nos últimos três anos e lançou a versão beta do aplicativo da juventude da CNTE, os participantes puderam sugerir ideias para aprimorar o projeto. Além disto, foi apresentada a proposta de resolução política permanente da juventude e a reorganização do coletivo para se tornar um departamento da CNTE.

"Todo este trabalho e debate realizado aqui é uma forma da juventude ter voz e cobrar a criação de outros coletivos nos sindicatos. Precisamos fortalecer a nossa luta em todos os estados”, concluiu.

Coletivo LGBT

O Coletivo LGBT, coordenado pelo Secretário de Direitos Humanos da CNTE, Zezinho Prado, encaminhou uma moção de repúdio à enorme violência dirigida às pessoas LGBT e contra o projeto Escola sem Partido, temas que estão intimamente ligados. Zezinho destacou o balanço positivo das ações de alguns sindicatos nessa área e pontuou: “Também nos surpreendeu o aparecimento de novos sindicatos que têm coletivos LGBTs”.

Sindicatos Municipais

A secretária de assuntos municipais da CNTE, Selene Rodrigues, coordenou o grupo que reuniu representantes dos sindicatos municipais. “Neste grupo, os participantes apresentaram avaliações de suas regiões para, principalmente, organizar a construção da greve geral”, sintetizou Selene.

Coletivo DESPE

O coletivo do Departamento de Especialistas em Educação reuniu representantes de vários estados e a discussão principal girou em torno das diferentes nomenclaturas e formas de pensar o trabalho pedagógico nas escolas.

“Novamente o DESPE se reúne e estamos procurando esta identidade politica de quem são os especialistas da educação neste momento atual das escolas”, explicou Mario Sérgio, coordenador do DESPE.

O coletivo decidiu propor à nova diretoria da CNTE a realização de uma pesquisa de cunho cientifico para “começar a fazer o debate novamente sobre a identidade do atual pedagogo ou especialista em educação”, disse.

De acordo com Mário Sérgio, será solicitado à direção da CNTE, e também aos sindicatos de base, que organizem coletivos dos que fazem a função pedagógica no processo ensino aprendizagem dentro e fora da sala de aula. “Aquele que está fora da sala de aula, na gestão pedagógica, também deve participar para que a gente consiga construir esta identidade dos pedagogos da escola pública”, explicou.

Coletivo de Saúde

O trabalhador em educação padece de doenças profissionais e é uma categoria fadada ao adoecimento. Este foi o tom das discussões do Coletivo de Saúde. As várias experiências relatadas pelos participantes demonstraram a preocupação com a falta de um plano nacional e de ações preventivas.

“E a saída, primeiro é defender o Sistema Único de Saúde para que os adoecidos tenham onde se tratar. Também temos estados e municípios que tem o seu instituto próprio de saúde. A luta é pela melhoria do SUS e pela defesa dos institutos de saúde dos estados e municípios”, explicou Francisca Pereira da Rocha, secretária de saúde do trabalhador da CNTE.

Durante o coletivo foi orientado aos participantes que respondam à pesquisa que está sendo realizada durante o 33º Congresso. “O coletivo de saúde já aprovou a realização desta pesquisa durante este congresso e que poderá ser um valioso instrumento na luta contra a reforma da previdência, pela necessidade da manutenção da aposentadoria especial do magistério, e importante para a nova direção”, explicou.

Funcionários

O coletivo de funcionários debateu, com desavenças e conciliações, questões relacionadas à legislação e condição de carreira do funcionário. Na visão do coordenador do coletivo, Edmilson Lamparina, uma delas foi a conquista do programa dos funcionários da educação básica pública, o Prófuncionário. “Para a gente chegar ao Prófuncionário, nós temos uma história que todos devem conhecer. Não só apenas dos estados que optaram, mas também aqueles que não se adaptaram ao nível nacional”, comentou Lamparina. Outro objetivo do encontro foi discutir o ensino superior de secretariado, luta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), cuja resolução pode abrir portas para o curso de Técnico e Processos Escolares.

Aposentado

O coordenador do coletivo, Joaquim Cunha, respondeu às dúvidas dos presentes quanto às novas regras que poderão ser instituídas na Previdência Social caso a reforma passe pelo Congresso Nacional.

Entre elas, as novas medidas de paridade e integralidade da pensão e mudanças na modalidade diferenciada de aposentadoria para professor. Isso não impediu o receio à proposta por parte dos participantes, que fizeram um alento para que os sindicatos se mobilizem e combatam a iniciativa do governo Temer.

“A reforma da Previdência é criminosa. Nunca foi feita dessa forma no mundo. Vai afetar também todas as pessoas que já se aposentaram, pois também altera regras para a pensão”, alertou Cunha.

Antirracismo

Ao som do sucesso de Fundo de Quintal, “Sorriso Negro”, o coletivo antirracismo deu início ao processo de diálogo sobre os desafios dos educadores no combate ao racismo.

A coordenadora Iêda Leal convidou o presidente do Instituto Luiz Gama, Silvio Luiz de Almeida para ministrar uma palestra. A ideia foi alimentar o debate e a conscientização para elaborar, nos próximos encontros, um plano de quatro anos de luta contra o racismo.

“Nós estamos reforçando nosso trabalho que cria mecanismos para que os educadores tenham mais instrumentos no combate ao racismo”, explicou Leal. Depois da conversa, os participantes receberam um material sobre educação para as relações etnicorraciais.

Confira mais fotos do evento na página oficial da CNTE no Facebook.

 
 
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