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Contra a reforma que ataca a previdência pública estadual, o Sinteal e outras categorias de servidores/as estaduais realizaram uma mobilização de luta na manhã desta sexta-feira (6), ocupando a galeria e a entrada da sede da Assembleia Legislativa Estadual.

O projeto, que foi encaminhado pelo Governo de Alagoas em caráter de urgência, sem nenhum diálogo com a sociedade e os/as servidores/as, prevê o aumento do desconto previdenciário de 11% para 14%, e prevê também o desconto do mesmo valor no salário dos aposentados, em tudo que exceder o salário mínimo.

Organizados pela Central ùnica dos Trabalhadores - CUT e sindicatos, trabalhadores/as da Educação, Saúde e Segurança Pública lotaram a galeria da casa legislativa para mostrar aos parlamentares que estão acompanhando toda a tramitação e que não aceitam a aprovação do projeto.

Previsto para ir à votação na sessão de hoje (6), o projeto foi retirado da pauta porque o deputado Antônio Albuquerque pediu vistas do mesmo. A mobilização dos servidores foi mantida para dar continuidade ao diálogo com os parlamentares. Ao final da sessão, uma comissão de lideranças percorreu gabinetes dos parlamentares para pedir que realizem uma audiência pública sobre o tema antes que o projeto seja votado.

Com cartazes na galeria, os manifestantes deixavam clara a sua indignação para com o projeto, que representa um grande retrocesso com retirada de direitos.

"Estamos sofrendo contínuas perdas salariais, nosso salário já perdeu grande poder de compra só com o fato de o governador não conceder reajuste enquanto a inflação sobe. Agora eles ainda querem aumentar o desconto, é um absurdo!", disse Girlene Lázaro, dirigente do Sinteal a da CNTE. O “choque de realidade” a ser causado por este “pacote de maldades” está muito bem representado no desconto (que é, ainda, de 0%) aos proventos de um/a aposentado/a com 40 (horas) e especialização: passará a ser de R$ 535,82 (Quinhentos e trinta e cinco reais e oitenta e dois centavos).

Além dos servidores estaduais, outros sindicatos como Vigilantes, Bancários e Jornalistas participaram da manifestação contrária ao projeto. "A unidade da classe trabalhadora fortalecendo a luta é fundamental nesse momento", disse Lenilda Lima.

A próxima sessão da ALE ficou marcada para a próxima segunda-feira (9), às 14h. As lideranças sindicais e demais manifestantes vão ampliar a mobilização e fazer um ato público ainda maior que o de hoje de manhã.

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(Sinteal, 6/12/2019)