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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) e membros do Fórum Estadual Permanente de Educação de Jovens e Adultos (FEPEJA) além de outras entidades se manifestam contrários ao fechamento de unidades do Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJAs). Na próxima segunda-feira (16.11), às 14h, um grupo de entidades vai buscar do secretário de estado de Educação, Alan Porto, esclarecimentos sobre a política de desmonte implementada.

Desde o início da gestão Mauro Mendes, em 2019, a Secretaria de Estado de Educação intensifica os ataques às políticas de Educação de Jovens e Adultos. No início de 2020, durante audiência com a então secretária de Educação, professora Marioneide Kliemachewsk, o Sintep/MT já cobrava esclarecimentos. “Na ocasião, foi proposta a formação de uma comissão paritária para debater a EJA, mas não obtivemos resposta sobre concretizá-la”, relata o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.

O Sintep/MT manifestou nas redes sociais a discordância sobre a decisão do Governo em fechar unidades dos Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJAs) e exigiu a suspensão imediata do processo. A modalidade, é responsável por uma média de 22 mil matrículas por ano, nos 21 Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJAS), além da oferta em escolas regulares, no período noturno. A oferta, no estado, tenta pagar a dívida social com milhares de pessoas que, por razões diversas, não tiveram possibilidade de estudar no período regular.

Dados do FEPEJA apontam que anualmente 3 mil estudantes se formam nas escolas estaduais. Um número significativo para os educadores, dada a especificidade do público; trabalhadores donas de casa, mães e na maior parte dos casos jovens adultos. Essas condições acabam por justificar uma taxa alta de evasão registrada pelos gestores. Uma realidade que é nacional, segundo as pesquisas, quando se trata da modalidade. Para os estudiosos da EJA, o problema e estrutural e fruto da desigualdade social que acaba interferindo na permanência ou não do aluno na escola.

“A EJA tem que ser tratada respeitando as especificidades desses estudantes, e ainda é necessário combater a evasão escolar com uma grande campanha de incentivo para que jovens e adultos voltem e permaneçam na escola em busca da empregabilidade e da cidadania”, defende o professor de EJA, Cláudio Scalon.

(Sintep-MT, 16/11/2020)