al sinteal lucas soares 2021 07 24 4
Em defesa da educação pública, “A educação é ‘Fora, Bolsonaro’!”. Com este lema de luta, trabalhadoras/es em educação convocadas/os pelo Sinteal e a CNTE participaram das manifestações que, na manhã deste sábado (25), ganharam as ruas de Maceió e também dos municípios de Arapiraca, União dos Palmares, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia, para exigir o impeachment, já do presidente Jair Bolsonaro. Na capital, o ato de protesto reuniu, segundo os organizadores, cerca de 15 mil manifestantes.
Com responsabilidade e respeito às regras anti-covid-19 (máscaras, álcool em gel e distanciamento social), as/os manifestantes se concentraram, a partir das 09hs, na Praça Multieventos, na Pajuçara, portando bandeiras, faixas, cartazes e apoiados por carros-de-som, de onde saíram em caminhada, denunciando a corrupção no governo federal (a exemplo do escândalo da tentativa de compra superfaturada de vacina pelo Ministério da Saúde), o descaso para com a pandemia (que já matou mais de 540 mil pessoas), além da criminosa ausência de políticas públicas voltadas ao combate da fome e da pobreza que atinge em escala crescente milhões de brasileiros/as, denunciada nos já tradicionais cartazes pedindo “vacina no braço, comida no prato”.

Cortes orçamentários
Os reiterados cortes nos orçamentos das áreas da Educação (um bilhão de reais!), Saúde e Assistência Social também foram denunciados e criticados nas manifestações em Maceió e no interior do estado, que também tiveram o objetivo de pressionar o presidente da Câmara Federal, deputado alagoano Arthur Lira, a abrir um dos 120 pedidos de impeachment do presidente, por crimes como genocídio, prevaricação e desrespeito à Constituição Federal.
As/os manifestantes também protestaram contra a reforma administrativa da dupla Bolsonaro&Paulo Guedes, que ameaça o Sistema Único de Saúde e direitos trabalhistas.

“Ataque à democracia”
Em um dos seus posicionamentos na manifestação de hoje, a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, disse que “o povo alagoano veio, hoje, às ruas em defesa de seus direitos, contra o processo antidemocrático e em defesa da nossa soberania”. Para ela, o momento é de resistência, luta e combate à corrupção e em defesa da democracia. “Pessoas morreram neste país para que tivéssemos esta democracia. Não dá para aceitarmos um governo corrupto que quer destruir a nação”, disse.

“Estamos nas ruas para pedir impeachment, já e dizer um BASTA a este governo criminoso, que destrói a educação, ao retirar um bilhão de reais do orçamento da área, e também fragiliza a área da saúde.

Consuelo ainda alertou que a manifestação teve também o objetivo de exigir “vacina para todos e pagamento do auxílio emergencial de seiscentos reais até o fim da pandemia”.
Missão cumprida

Em Maceió, a caminhada de protesto terminou no Posto 7, também na Jatiúca, debaixo de sol forte, mas com o sentimento de missão cumprida. Mesmo sentimento verificado nas manifestações realizadas pelas/os trabalhadoras/es em educação e pela população nas cidades de Arapiraca, União dos Palmares, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia

Brasil e estrangeiro
As manifestações pró-impeachment ocorridas em Alagoas, neste 24 de julho, se juntaram aos mais de 430 protestos realizados em nível nacional (capitais e interior), reunindo centrais sindicais, partidos políticos de oposição, organizações e articulações da sociedade civil e o povo em geral. No estrangeiro também ocorreram diversas manifestações de protesto, em países como Portugal, Estados Unidos, Alemanha e França.

É o grito do Brasil que, novamente, ecoou no mundo todo e que Bolsonaro não pode mais calar!
Fora, Bolsonaro! Impeachment, Já!

(Sinteal, 24/07/2021)