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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE vem a público manifestar o seu mais irrestrito apoio à paralisação nacional do próximo dia 25 de julho, convocada pela Junta Nacional da Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação – FECODE. A paralisação nacional do magistério colombiano de 24 horas tomará o país, em todas as suas principais capitais, de marchas à favor da paz, contra a violência perpetrada contra docentes e ameaças às comunidades escolares de várias regiões. Será um dia de manifestação pela vida dos professores e professoras deste país irmão, e também pelo cumprimento dos acordos firmados com o Governo ainda no ano passado e nunca respeitados.

Ainda no começo deste mês de julho, a CNTE também veio a público se manifestar contra a onda de assassinatos de docentes colombianos/as, muitos dirigentes sindicais, que estavam a ocorrer e a estarrecer o mundo e o próprio país. Naquele momento, denunciamos o brutal assassinato de 4 professores/as em diferentes regiões do país, além de atentados a tiros, vindo do próprio Exército Nacional, contra um ônibus que transportava 6 professores e professoras. Desde então, já são 7 assassinatos de educadores/as ou dirigentes sindicais da educação, excluindo outros tantos lutadores sociais de diversos setores da sociedade colombiana. É alarmante o nível de violência a que o país está submetido, não poupando sequer aqueles que fomentam o futuro dos seus jovens e crianças.

Se no começo deste mês de julho de 2018 a CNTE/Brasil manifestou o repúdio à essa crescente onda de violência, os/as educadores/as brasileiros/as manifestam, agora, o seu apoio à grande paralisação nacional de todo o magistério do país. A solução para esse quadro alarmante de violência vivenciada pelos/as colombianos/as não pode ser o medo. É fundamental que toda a comunidade educacional do país se mobilize para repudiar a onda de assassinatos e para exigir paz e segurança. Pela vida das professoras e professores colombianos/as!

A reversão desse quadro de violência só virá com o advento da justiça social, que passa pelo cumprimento dos acordos firmados entre a FECODE e o Governo, descumpridos desde o ano passado, perpetuando um quadro de precariedade absoluta na educação pública do país. É urgente a melhora das condições da educação pública colombiana! É evidente que a falta deliberada de investimentos públicos no setor da educação se presta a fomentar o seu processo de privatização, o que não é um caso isolado: toda a região, inclusive o Brasil, já conhece essa receita aplicada pelos governos neoliberais. E esse quadro de falta de investimentos cria as enormes deficiências na infraestrutura e no transporte escolar do setor da educação colombiana, por exemplo.

Por isso tudo, os/as educadores/as brasileiros/as se solidarizam com a Paralisação Nacional do Magistério do próximo dia 25 de julho. Pela vida dos/as professores/as e pelo cumprimento dos acordos. Só a educação pública de boa qualidade eleva a vida de um povo e de um país. Que as ruas colombianas sejam tomadas por educadores nesse próximo dia 25 de julho!

Brasília, 19 de julho de 2018

Diretoria Executiva da CNTE