ELEIÇÃO

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As eleições gerais no Peru confirmaram a vitória eleitoral de Pedro Castilho, do partido Peru Libre, apontada pela apuração oficial dos votos da Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE), que indicou que o candidato obteve 50,125% dos votos dos cidadãos peruanos, ao passo que a candidata derrotada atingiu a marca de 49,875%. Por meio de uma tentativa clássica da direita neoliberal no continente, a candidata Keiko Fujimori questiona o resultado da eleição e, não reconhecendo a sua derrota, intenta desestabilizar o país.

Trata-se de uma tentativa recorrente dos setores conservadores e reacionários do continente latino-americano de, ao verem o seu projeto neoliberal derrotado nas urnas, imporem dúvidas ao processo eleitoral para, assim, incendiarem nossos povos contra o próprio sistema democrático. A derrota do projeto neoliberal e anti-povo nunca é aceita pelas elites do continente e, por isso, tentam de todo modo desestabilizar os sistemas políticos nacionais. E é exatamente isso que se verifica agora na país andino vizinho nosso.

Os/as educadores/as brasileiros/as defendem de forma intransigente a autodeterminação e soberania dos povos, que ganham concretude histórica por meio dos processos eleitorais democráticos que alcançamos ao longo do recente período da história política de nossos países. Somente o respeito aos resultados eleitorais garantem, nas democracias, o direito político inalienável de soberania popular.

Repudiamos, assim, a tentativa de desestabilização política imposta pelos setores derrotados no Peru na última eleição. Reivindicamos o respeito ao resultado eleitoral que garantiu a vitória de Pedro Castilho e que, inegavelmente, representa esperança em um projeto político que seja aliado de seu povo, e não inimigo! Pela soberania e autodeterminação dos povos! Pelo respeito ao processo eleitoral que deu, indubitavelmente a vitória a Pedro Castilho no Peru!

Brasília, 24 de junho de 2021

Direção Executiva da CNTE