Com o tema “Educação, Democracia, Soberania e Justiça Socioambiental”, delegados/as debateram os desafios dos profissionais da educação da região pernambucana
O município de Gravatá foi palco do 12ª Congresso do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe), de 26 a 29 de maio. A CNTE participou do encontro, que teve como tema “Educação, Democracia, Soberania e Justiça Socioambiental”.
Delegados/as de todo o estado se reuniram para debater os desafios da luta em defesa da educação e definir as prioridades de atuação do sindicato no próximo período. Participaram da mesa de abertura a presidenta em exercício do SINTEPE, Cíntia Sales, o presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha, o vice-presidente da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), Heleno Araújo, a vereadora do Recife, Liana Cirne, e a presidenta da CNTE, Fátima Silva, além da presidenta licenciada do sindicato, Ivete Caetano.
Fátima agradeceu pela oportunidade de participar de mais um congresso e prestigiar de perto o trabalho dos profissionais da educação dentro dos sindicatos. Relembrando as experiências culturais que presenciou desde o início da gestão, a presidenta celebrou poder aproveitar enfim o frevo pernambucano.
“Esse congresso é pra gente celebrar o que nós conquistamos até agora, mas também reafirmar nossa fé na luta do muito que a gente tem que conquistar. Vamos lá fazer o que será: um Brasil com democracia, com soberania e justiça social, que passa por nós enquanto profissionais da educação”, disse Fátima.
Luta histórica
Cíntia destacou as temáticas dos debates: “Vocês estão dando mais um passo na construção da consciência política estando nesse congresso. Discutiremos esses temas de relevância imensa para a gente compreender o país em que nos encontramos”.
Heleno relembrou o histórico de lutas do SINTEPE, mas pontuou que a luta não encontrará fim enquanto houver dificuldades para a categoria. “Já fizemos muito para o direito à educação em nosso estado, mas ainda temos muito o que fazer. Quando observamos que 400 escolas em nosso estado não tem acesso a água para beber, isso mostra que a tarefa que temos pela frente ainda é muito grande. Quando a maioria da nossa categoria é contratada de forma temporária, observamos que a luta não pode parar”, comentou.
“Hoje nós temos o direito à greve, mas não temos regulamentação, e não temos o direito consagrado da negociação. A negociação no serviço público, muitas vezes, só acontece por conta da pressão e da capacidade de luta dos servidores e das servidoras”, reforçou Paulo durante a fala em apoio ao fim da escala 6x1.
Programação
O sociólogo e escritor Jessé de Souza foi o convidado especial da palestra “Educação, Democracia, Soberania e Justiça Socioambiental”, baseada no tema central do congresso. A atividade envolveu uma análise profunda sobre a conjuntura política e as raízes da desigualdade no país.
Para Jessé, os avanços da direita cercearam a liberdade de imprensa e instituições de debate público. “O sindicato se tornou refúgio. É a escola da classe trabalhadora, onde se discute aquilo que a sociedade retira intencionalmente da compreensão dos/as trabalhadoras”, afirmou.
A programação do Congresso abordou a urgência do combate à misoginia e ao racismo estrutural, além do preconceito contra a comunidade LGBTQIAPN+. Os debates articularam estratégias para enfrentar o "apagão de professores" e os desafios da carreira docente. Os resultados da deliberação foram consolidados no plano de lutas do ano e aprovados em votação pelos/as delegados/as presentes.
Com informação do SINTEPE