Escrito por: CNTE
As/os trabalhadoras/es em educação da rede estadual construíram uma manhã histórica de luta nesta 3ª feira (20/11), em Maceió. A assembleia geral da categoria e a Marcha pela Educação convocadas pelo Sinteal ganharam importante dimensão com a participação da CUT Alagoas (e sindicatos parceiros), dos Movimentos agrários, sociais e estudantis, que, através de suas lideranças e...
As/os trabalhadoras/es em educação da rede estadual construíram uma manhã histórica de luta nesta 3ª feira (20/11), em Maceió. A assembleia geral da categoria e a Marcha pela Educação convocadas pelo Sinteal ganharam importante dimensão com a participação da CUT Alagoas (e sindicatos parceiros), dos Movimentos agrários, sociais e estudantis, que, através de suas lideranças e da base de trabalhadores/as, encamparam a luta da educação pela conquista do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios (PCCS) unificado como sendo uma luta "de todos".
Reforma agrária e educação
Mostrando bem o sentido de "unidade" de todos/as as/os trabalhadores/as – do campo e da cidade -, o coordenador do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Marrom, disse "essa luta dos companheiros e companheiras da educação é também uma luta nossa. Me perguntaram o que tem a ver a luta da educação com a luta da reforma agrária, e eu disse que uma tem tudo a ver com a outra".
Sinteal democrático
Reforçando que o Sinteal continua firme ao lado das/os trabalhadoras/es no processo de luta, honrando sua história sindical, a presidenta Consuelo Correia disse que "este sindicato nunca se fechou para discutir com os gestores públicos os assuntos de interesse da categoria. Historicamente, estamos sempre abertos à discussão, mas somos e seremos sempre contrários a toda e qualquer prática anti-sindical e toda e qualquer atitude criminalização da nossa luta".
CUT: "luta de todos"
A presidenta da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas, Amélia Fernandes, ressaltou que "a luta da educação é uma luta de toda a classe trabalhadora. Nossa central se apropria da luta dos trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede estadual por seus direitos".
UNEAL
Outro importante depoimento e apoio foi dado pelo presidente do SindUneal, professor Luiz Gomes, que cobrou mais financiamento para o ensino superior – "a Uneal está passando por sérias dificuldades" -, mas também se posicionou contra a retirada de verbas da educação básica para a universidade. "O governo estadual tem, sim, a obrigação de criar, urgentemente, um fundo para a educação superior e não ficar retirando verbas da educação básica", disse Gomes.
Apoio
O Sinteal e as/os trabalhadoras/es em educação agradecem o apoio e a entrada na luta da CUT/AL, dos sindicatos dos Correios, Bancários, Urbanitários, Policiais Civis e Previdenciários; do SindUneal; dos movimentos da luta campesina (MST, CPT, MTL etc) e do movimento estudantil (Ubes, Anel, UJR etc).
Audiência com o governador
Ao final da Marcha da Educação (que marcou pelo encontro de união entre os trabalhadoras/es em educação com os trabalhadores e trabalhadoras do campo), o deputado Judson Cabral (PT) trouxe a informação de que o governador irá finalmente receber a diretoria do Sinteal, na próxima 3ª feira (27/11), às 10h00, na sede do governo estadual. Será a primeira audiência do sinteal com o chefe do Executivo para tratar da pauta de luta da rede estadual.
Consciência negra
A luta da educação caminhou ao lado de outra luta importante que é a dos negros e negras alagoanos/as por seus direitos na sociedade. A mudança de data que retirou o feriado histórico de 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) foi criticada em uma providencial faixa que sentenciou sem meias palavras: "Nenhum decreto pode mudar a história".
AGENDA DE LUTA
4ª feira (21/11): Manhã – Participação nas atividades da CPT, em frente à sede provisória da Secretaria de Estado da Educação, no CEPA.
Tarde – Reunião com funcionárias/os de escola de todos os municípios alagoanos, às 14h00, na sede so Sinteal.
5ª feira (22/11): Coletiva de imprensa com do Sinteal, da Uneal, Sinteal, CUT/AL e movimentos sociais, às 09h00, na sede do Sinteal.
3ª feira (27/11): Manhã – Audiência do Sinteal com o governador, às 10h00, na sede do Executivo estadual.
(SINTEAL 20/11/12)