A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) manifesta seu apoio e solidariedade às professoras assistentes substitutas da Educação Infantil da Rede Municipal de Fortaleza (CE), que completaram uma semana de greve em defesa da valorização profissional. A mobilização, conduzida pelo Sindicato União dos Trabalhadores em Educação do Município de Fortaleza (SINDIUTE), reivindica um princípio elementar nas relações de trabalho: mesmo trabalho, mesmo salário.
As profissionais ingressaram na rede por meio de seleção pública e exercem diariamente suas funções junto aos bebês e às crianças nas unidades de Educação Infantil. A CNTE reafirma, portanto, que cuidar e educar são dimensões indissociáveis da Educação Infantil. O trabalho desenvolvido por essas profissionais com bebês e crianças exige formação, responsabilidade pedagógica e condições adequadas para seu exercício. Por isso, a valorização das professoras que atuam nessa etapa da Educação Básica deve ocorrer com remuneração digna, reconhecimento profissional e garantia dos direitos correspondentes às funções que efetivamente desempenham.
Após dias de paralisação, é necessário avançar na negociação. Até o momento, nenhuma proposta concreta capaz de solucionar o impasse foi apresentada. A CNTE defende que a gestão municipal mantenha aberto o processo de diálogo e apresente uma proposta que permita construir uma solução para a greve, respeitando as reivindicações das trabalhadoras e o direito das crianças e das famílias à continuidade do atendimento educacional.
A Confederação reafirma sua solidariedade ao SINDIUTE e às professoras assistentes substitutas da Educação Infantil de Fortaleza, reconhece a legitimidade da mobilização e defende a continuidade das negociações até que seja construída uma solução que assegure valorização, igualdade e respeito às profissionais.
Valorizar quem educa e cuida das crianças é valorizar a Educação Infantil. Mesmo trabalho, mesmo salário!
Brasília, 7 de outubro de 2026
Direção Executiva da CNTE