Escrito por: CNTE

BA: Proposta absurda do governo Moema pode levar trabalhadores à greve

Na reunião de negociação que se encerrou agora a pouco, aproximadamente 23h10, o governo de Lauro de Freitas propôs, para o cumprimento do piso salarial do magistério, a substituição dos adicionais (54%) por um novo adicional de 27%. A proposição, além de não oferecer reajuste algum, traz perdas ao direito adquirido ao longo da história dos trabalhadores em educação, que no...

Na reunião de negociação que se encerrou agora a pouco, aproximadamente 23h10, o governo de Lauro de Freitas propôs, para o cumprimento do piso salarial do magistério, a substituição dos adicionais (54%) por um novo adicional de 27%. A proposição, além de não oferecer reajuste algum, traz perdas ao direito adquirido ao longo da história dos trabalhadores em educação, que no ano de 2010 teve avanços significativo na reformulação do estatuto e plano de carreira do magistério.

A reunião que começou às 15h, teve a concentração e participação efetiva dos profissionais da educação no Centro de Cultura de Portão que durante toda negociação fez apitaços e orações constantes. Os servidores da educação também cantaram o refrão da música "Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão".

A prefeita Moema Gramacho voltou atrás também da proposta de redução da jornada de trabalho, compromisso feito nas negociações do ano passo, colocado no termo de acordo, mas não assinado nem devolvido. Segundo a chefa do executivo, o que foi consensuado não signfica deliberado. A palavra final é dela. No entendimento neoliberal e psdbista do governo do PT, a hora aula equivale a sessenta minutos. Portanto, somente os professores da educação infantil e fundamental 1, além dos coordenadores, têm direito à redução. Os demais (fundamental 2) não têm o direito. Outro item que foi negado pelo governo municipal foi o reajuste de 10% em cima do salário mínimo para os funcionários de escola. Segundo a prefeita, ela já paga R$10,00 a mais.

A comissão paritária do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (ASPROLF) rejeitou as absurdas propostas do governo e avisou que amanhã (27), em assembleia, passará as informações à categoria. Lembrou ainda que tal atitude fará com que a proposta de greve seja aprovada por unanimidade. (ASPROLF, 26/03/12)