Salvador ocupa a terceira pior colocação do Brasil em qualidade de educação entre todas as capitais brasileiras na edição 2025 do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP Brasil). No Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, a capital baiana recuou 31 posições em apenas um ano, caindo da 312ª colocação, em 2024, para a 281ª, em 2025.
A gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) promoveu uma queda expressiva da capital no ranking nacional de qualidade da educação. Enquanto investe pesado em festas e atende os interesses de corporações imobiliárias na definição do uso e ocupação do solo, o prefeito parece ignorar a demandas da educação municipal.
Os dados recentes evidenciam um contraste preocupante entre Salvador e outras capitais do Nordeste. Em uma região que vem se consolidando como referência nacional em educação pública, a capital baiana segue na contramão, acumulando quedas expressivas e levantando questionamentos sobre as prioridades da gestão municipal.
Na Bahia, apesar dos desafios históricos, a rede estadual de ensino tem apresentado avanços importantes e exemplos concretos de bom desempenho educacional. Escolas estaduais vêm se destacando tanto em avaliações externas quanto nos resultados do Enem, demonstrando que investimento, gestão pedagógica e valorização dos profissionais fazem diferença.
Esse esforço se reflete nos resultados nacionais. O Nordeste liderou o número de estudantes com nota máxima (1.000) na redação do Enem 2025, com Bahia entre os estados de maior destaque, ao lado de Pernambuco e Alagoas. A Bahia tem avançado em políticas como ampliação do tempo integral, educação profissional e fortalecimento da rede estadual, com resultados visíveis em diversas escolas.
Em contraste com esse cenário regional, a péssima posição de Salvador no ranking educacional expõe a falta de prioridade da gestão municipal com a educação básica da capital.
Para a APLB-Sindicato, a queda não é um fato isolado. “Esse resultado reflete anos de desvalorização dos profissionais da educação municipal, ausência de investimentos estruturais nas escolas e a opção política por direcionar recursos para outras áreas, enquanto estudantes enfrentam salas superlotadas, infraestrutura precária e falta de condições adequadas de ensino e aprendizagem”, disse o professor Rui Oliveira, coordenador geral da APLB.