Reunindo cerca de 1.200 pessoas, assembleia definiu início de greve e calendário de lutas
Cerca de 1.200 trabalhadores e trabalhadoras em educação terceirizados da Rede Municipal de Belo Horizonte, contratados pela MGS, realizaram uma grande assembleia nesta quarta-feira (04/02), na Praça da Estação. O encontro, convocado pelo Sind-REDE/BH, demonstrou mais uma vez a força de mobilização da categoria e a disposição de luta diante da precarização das condições de trabalho e da instabilidade provocada pela condução da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
Por ampla maioria, a assembleia aprovou o calendário de greve da categoria. A paralisação está marcada para começar no dia 23 de fevereiro, data em que será realizada uma nova assembleia para avaliar o cenário e deliberar sobre os próximos passos do movimento. Antes disso, no dia 11/02, ocorrerá uma plenária de representantes, que terá como objetivo analisar os desdobramentos das negociações e organizar a mobilização nas escolas.
Durante a assembleia, a diretoria do Sind-REDE/BH apresentou uma atualização importante sobre o pregão que trata da contratação da empresa responsável pelas cantinas escolares. Da última assembleia até agora, o recurso contra a vitória da empresa Vertix Engenharia foi aceito, resultando na sua desclassificação do processo licitatório. Com isso, o contrato permanece em aberto, aprofundando ainda mais a insegurança vivida pelos trabalhadores e trabalhadoras.
Para o Sindicato, a situação é reflexo da falta de planejamento e de responsabilidade da PBH com a educação pública e com os trabalhadores terceirizados, que garantem o funcionamento diário das escolas.
Ao final da assembleia, os trabalhadores e trabalhadoras seguiram em ato pelas ruas do centro, em direção à Prefeitura de Belo Horizonte. A mobilização teve como objetivo dar visibilidade às reivindicações da categoria e denunciar o descaso do poder público com os terceirizados da educação, que enfrentam baixos salários, incertezas contratuais e ausência de garantias mínimas.
O Sind-REDE/BH reafirma seu compromisso com a organização e a luta dos trabalhadores terceirizados e seguirá cobrando da PBH soluções imediatas, transparência no processo licitatório e respeito aos compromissos feitos pela SMED no final do ano passado.