Escrito por: CNTE

CNTE manifesta apoio à greve dos educadores do Rio Grande do Sul em defesa da escola

Divulgação/CPERS

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) manifesta seu total apoio à greve aprovada pela categoria dos trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede estadual do Rio Grande do Sul, convocada pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS) para os dias 16 e 23 de julho. A mobilização representa uma resposta legítima ao projeto do Governo Estadual de transferir à iniciativa privada a gestão de 98 escolas públicas por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Aprovada em Assembleia Geral com ampla participação de educadores e educadoras de todas as regiões do estado, a decisão da categoria reafirma o compromisso histórico dos profissionais da educação com a defesa da escola pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada. A proposta de concessão das unidades escolares à iniciativa privada desperta profunda preocupação, por abrir caminho para a transferência de responsabilidades que são indelegáveis do Estado.

A CNTE entende que a melhoria da educação pública exige investimento contínuo na infraestrutura escolar, valorização dos profissionais da educação, fortalecimento da gestão democrática e ampliação das políticas públicas educacionais. A adoção de modelos de gestão baseados em Parcerias Público-Privadas não enfrenta os problemas estruturais da educação e pode comprometer o caráter público da escola, reduzindo a participação da comunidade escolar e subordinando aspectos da gestão educacional à lógica contratual e mercantil.

A CNTE solidariza-se com os educadores e educadoras gaúchos, reconhece a legitimidade da mobilização organizada pelo CPERS e conclama a sociedade a defender o patrimônio público representado pelas escolas estaduais. Esperamos que o Governo do Estado reabra o diálogo com a categoria e reavalie essa proposta que desperta forte preocupação entre trabalhadores, estudantes, famílias e comunidades escolares.

Defender a escola pública é defender um direito de toda a sociedade. A educação não pode ser tratada como mercadoria nem submetida à lógica da privatização. Não venda as nossas escolas!

 

Brasília, 13 de julho de 2026 

Direção Executiva da CNTE