A educação pública é o pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade justa e democrática. Por essa razão, manifestamos total apoio e solidariedade à legítima manifestação dos educadores e das educadoras do município de Olinda que, representados/as pelo Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (SINPMOL), decretaram estado de greve desde o último dia 05 de junho.
A greve é o último recurso de uma categoria que, exaurida pela falta de respostas, busca assegurar condições dignas de trabalho e a garantia de direitos que impactam diretamente a qualidade do ensino oferecido às nossas crianças e jovens. Entre as principais demandas da categoria, que prefere a negociação e o atendimento às suas demandas do que terem de recorrerem à greve, destacam-se o cumprimento do Piso Salarial Nacional e a garantia da atualização e valorização real dos vencimentos dos/as docentes. Além disso, a melhoria das condições estruturais de trabalho exige reformas e manutenção das unidades escolares, garantindo ambientes seguros e salubres para os/as estudantesbem como também para os/as seus/uas profissionais. Por outro lado, a reestruturação da carreira exige avanços no plano de cargos e nos vencimentos, que valorizem o tempo de serviço e a qualificação dos/as educadores/as.
Causa profunda estranheza e indignação o fato de que, passados dez dias do início do movimento, que decretou o estado de greve da categoria, a Prefeitura Municipal de Olinda não tenha se dignificado a sequer abrir uma Mesa de Negociação com o sindicato. A recusa em receber os/as representantes dos/astrabalhadores/as é uma postura que flerta com o autoritarismo e desrespeita não apenas os/as servidores, mas toda a comunidade escolar. O percentual de 2,7% oferecido pela Prefeitura é uma afronta que sequer cobre as perdas inflacionárias do último período.
O que se espera de uma boa gestão pública, pautada nos princípios democráticos, é a prática intransigente do diálogo social. Governar exige a capacidade de ouvir, negociar e buscar consensos, especialmente diante de impasses que afetam serviços essenciais. Ignorar as tentativas de interlocução do SINPMOL não fará o problema desaparecer; pelo contrário, prolonga o sofrimento das famílias olindenses que dependem da rede municipal.
Conclamamos a Prefeitura Municipal de Olinda a rever sua postura de isolamento e a instituir, de forma imediata, um canal efetivo de negociação. A solução para que a categoria não entre em greve e as aulas não sejam paralisadas dependem, única e exclusivamente, da disposição do governo municipal em sentar-se à mesa e tratar os/as educadores/as com o respeito e a dignidade que eles/as merecem.
Em defesa da escola pública, gratuita e de qualidade! Pela imediata abertura de negociações com a categoria! Pelo respeito e valorização profissional do conjunto dos professores e professoras da cidade de Olinda!
Brasília, 15 de junho de 2026
Direção Executiva da CNTE