Escrito por: CNTE

Educadores repudiam invasão violenta à sede da APEOESP em São Paulo

Educadores de todo o país repudiam ação violenta de grupo comandado por parlamentares do PL contra a sede da APEOESP e seus funcionários

Foto: Regiane Bento

Os/as educadores/as brasileiros/as manifestam o seu mais veemente repúdio à invasão ocorrida ontem (14 de janeiro), na sede central da APEOESP, em São Paulo. Liderada por parlamentares do Partido Liberal (PL), um grupo fascista de umas 15 pessoas, sob o comando de dois vereadores desse partido (um de Guarulhos e outra de Praia Grande), se arvorou ao direito de impor o terror com gritaria, ofensas e arremesso de material contra as pessoas que no sindicato se encontravam.

Sob o pretexto de cobrarem o reajuste do Piso Salarial Nacional Profissional do Magistério, ainda a ser anunciado pelo Governo Lula, o grupo agiu de forma truculenta e violenta contra funcionários/as da entidade sindical, atentando contra a integridade física e moral dos/as trabalhadores/as e, no limite, contra o próprio direito de organização sindical, garantido pela Constituição Federal. Ao promover o terror naquele lugar, atacou o próprio sindicato, a casa dos trabalhadores em educação.

É importante elucidar que o valor do reajuste do piso será ainda anunciado pelo Governo Federal, conforme anunciado nas redes sociais do Ministro da Educação, Camilo Santana, que prometeu a sua divulgação por meio de Medida Provisória a ser editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Portanto, não há qualquer justificativa para atos de intimidação ou violência contra entidades representativas da categoria e, o mais grave, contra os/as funcionários/as da entidade.

Reafirmamos que esse tipo de violência não será tolerado. Exigimos respeito às instituições sindicais, aos/às trabalhadores/as da educação, ao processo democrático e à convivência pacífica entre os que pensam diferente. A defesa da educação pública e dos direitos do magistério deve ser pautada pelo diálogo, pela legalidade e pela civilidade, jamais pela agressão ou pela coerção.

A direção da entidade, por meio de sua segunda presidenta Deputada Bebel, já anunciou as medidas judiciais cabíveis contra esses parlamentares que, exercendo uma função pública, não sabem honrá-la como dela se espera toda a sociedade. Kleber Ribeiro, vereador do PL de Guarulhos, e Eduarda Campopiano, do PL de Praia Grande, fazem de seus mandatos um circo digno de toda vergonha e constrangimento. Não passarão! E na justiça devem mesmo ser cobrados por tal postura indigna de representantes do povo!