A trajetória de uma educadora que agora lidera a CNTE
Foi na fronteira Brasil-Paraguai — no chamado Brasil profundo, uma região que não se define por linhas geográficas fixas e rígidas, mas por um espaço vivo de encontros, trocas culturais e identidades diversas — que a professora e pedagoga Fátima Silva, carregando muitos sonhos, iniciou suas atividades como educadora.
Em Coronel Sapucaia, no interior de Mato Grosso do Sul, em 1985, Fátima entrou pela primeira vez em uma sala de aula como professora. Nessa época, os pais faziam filas para conseguir vaga para os filhos nas escolas públicas, e muitos ficavam de fora. Um tempo em que os salários dos profissionais da Educação eram pagos com quatro, cinco e até mais meses de atraso. Foi assim que percebeu que era preciso agir para mudar as condições de trabalho e a qualidade social da Educação. Não bastava escrever lições de cidadania no quadro negro, sabia que era preciso dar um passo além. E ela deu: ingressou no movimento sindical da categoria.
De lá para cá, já cruzou o mundo diversas vezes, representando as trabalhadoras e os trabalhadores em Educação. Esteve em regiões de conflito, de guerra civil, em salas de aula improvisadas, conferências e audiências com líderes e chefes de estado. Por onde passa, reafirma a certeza do que aprendeu com Paulo Freire: “Ensinar exige alegria e esperança (...) Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível”. E complementa o ensinamento do patrono da Educação com as palavras de Angela Davis: “Eu não estou aceitando as coisas que eu não posso mudar, estou mudando as coisas que eu não posso aceitar”.
Com determinação, convicções firmes e abertura para novas aprendizagens, valorizando a escuta ativa, dedicou sua vida à causa da Educação, ao movimento sindical das(os) trabalhadoras e trabalhadores do Brasil e da América Latina, à luta pela igualdade de gênero, pelos direitos sociais e humanos.
Fátima Silva é a nova presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), eleita no Congresso Nacional da entidade, ocorrido de 16 a 18 de janeiro de 2026, em Brasília (DF). É a segunda mulher a ocupar a presidência na história da confederação. “O que me move é a luta para transformar a Educação e a sociedade. Mesmo diante de um cenário mundial marcado por crises e incertezas, carrego sonhos e esperança e me renovo a cada marcha e a cada mobilização. Vim do chão da escola, e foi lá que descobri muito cedo que ser educadora é um ato de coragem, que exige acreditar na potência do outro, da outra e na possibilidade de transformação social. Fui me construindo no movimento, na resistência, na celebração das conquistas, na diversidade cultural do nosso país e do mundo, na solidariedade das(os) trabalhadoras e trabalhadores e na certeza de que a luta pode mudar para melhor a vida das pessoas”, afirma.
Um legado de lutas, coragem e resistência
Fátima Silva explica que começou sua trajetória no movimento sindical, logo após seu ingresso no magistério. A primeira greve de que participou, na década de 1980, tinha como slogan “Dia 19 de abril não haverá aula no Brasil!” “O movimento foi convocado pela antiga Confederação dos Professores do Brasil (CPB). Era um período de muita efervescência política. Vivíamos a transição da ditadura militar para a democracia”, recorda.
Com outros educadores, ajudou a formar a Associação dos Professores de Coronel Sapucaia — depois se transformou em sindicato —, da qual foi presidente. “Tenho um grande orgulho de ter construído, ao lado da professora Fátima Silva, a maior entidade sindical de Mato Grosso do Sul”, lembra Antônio Carlos Biffi, professor, fundador e presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), ex-secretário de estado de Administração e de Educação e ex-deputado federal (PT/MS).
“Eu presidia a Federação dos Trabalhadores em Educação, quando a conheci, numa plenária sindical da categoria em Coronel Sapucaia, ainda nos anos 1980. A intervenção dela naquele encontro nos marcou profundamente. Ficou evidente que ali estava uma liderança em ascensão. Naquele momento, buscávamos novas lideranças para fortalecer o movimento, e não tivemos dúvidas em convidá-la para integrar a gestão da federação”, afirma Antônio.
Fátima traz na bagagem larga experiência no movimento sindical. Foi vice-presidente regional da FETEMS, depois secretária de comunicação e presidenta da entidade por dois mandatos consecutivos. Seu trabalho ficou reconhecido nacionalmente e a levou para a Secretaria de Relações de Gênero da CNTE, fortalecendo as lutas das mulheres por mais participação e representação sindical e política. Depois assumiu a Secretaria de Relações Internacionais, cargo que ocupou por três gestões e por meio do qual construiu uma rede de solidariedade com as lutas das(os) trabalhadoras(es) em Educação de diversas partes do mundo, especialmente da América Latina, do Caribe e da África.
“Já estive em todos os continentes, caminhei ao lado de pessoas que não falavam o mesmo idioma que o meu, mas tinham o mesmo ideal de justiça, de defesa da Educação de qualidade para todos e todas, dos direitos humanos, da paz, da democracia e contra todas as formas opressão. Nessa caminhada pelo mundo, vivenciei a força transformadora da solidariedade internacional”, revela.
Sua experiência e trajetória levaram-na à Secretaria-Geral da CNTE e à vice-presidência da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL).
A força estruturante da Educação Pública
A nova presidenta da CNTE teve participação ativa nas grandes lutas da categoria pela criação das bases do financiamento da Educação, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), ainda em 1996. Depois, pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que passou a abranger toda a Educação básica: creche, pré-escola, ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos (EJA). Foi uma voz importante na defesa da Lei do Piso Salarial Nacional, do Plano Nacional de Educação e da lei que assegura a valorização dos profissionais das redes públicas da educação básica.
Ela enfatiza que, nos últimos 40 anos, a Educação Pública melhorou em vários aspectos no país, e isso se deve à luta do movimento sindical, dos estudantes e dos pais. “Compreendo a Educação como uma política estruturante, porque sustenta o desenvolvimento social, combate desigualdades, fortalece a democracia e cria as condições para que todas as outras políticas públicas avancem. Já evoluímos nas nossas conquistas, mas para chegar até aqui foram muitas lutas empreendidas. Tivemos momentos na nossa história em que fazíamos mobilizações pela construção de escolas para garantir o acesso universal à Educação e combater o déficit de vagas. Em outros momentos, os pais nos doavam alimentos, porque os nossos salários estavam há vários meses atrasados. Em nossas pautas de reivindicações, constavam desde merenda escolar até pagamento em dia dos salários”, relembra Fátima Silva.
Os indicadores demonstram que o país avançou no acesso e na permanência do aluno, na oferta da alimentação escolar — política pública fundamental e estratégica contra a fome, atuando em segurança alimentar, saúde, educação e desenvolvimento local —, materiais pedagógicos, na valorização profissional, na infraestrutura e nas condições de trabalho.
“Os investimentos na Educação e nos educadores, com o Fundeb e o piso salarial, resultaram em avanços na profissionalização. Hoje temos um quadro de profissionais muito mais capacitados, com acesso à formação continuada, pós-graduação, mestrado e doutorado. O Ministério da Educação (MEC) possui hoje a mais ampla política pública do mundo de distribuição de livros didáticos. A taxa de analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais, em 2000, era de 13,6%. Em 2024, caiu para 5,3%. Mas precisamos avançar mais”, afirma.
Desafios e urgências da educação
No período marcado pelo golpe que depôs a presidenta Dilma Rousseff e, depois, pela eleição de Jair Bolsonaro, a CNTE consolidou-se como uma das principais vozes da resistência democrática. Fátima Silva exerceu papel importante, tanto na mobilização nacional como internacional, fortalecendo a organização de professores(as) e funcionários(as) da Educação para enfrentar políticas de desmonte da Educação Pública, denunciando retrocessos, cortes orçamentários e ataques à democracia e à liberdade de cátedra. Agora, com a eleição do presidente Lula, todos os esforços têm sido empreendidos na representação da CNTE nos espaços estratégicos de debate e formulação de políticas públicas e nas mobilizações pelo Plano Nacional de Educação.
“A CNTE se consolidou como uma entidade forte, plural, combativa, que congrega mais de 1 milhão de sindicalizados e 64 sindicatos filiados. Enfrentou o autoritarismo, reconstruiu pontes institucionais e ampliou sua influência política e social no Brasil e no mundo. Mas os desafios seguem enormes. Entre eles, impedir que o Congresso Nacional aprove a reforma administrativa que, se avançar, desmontará o Estado brasileiro, precarizando vínculos de trabalho, reduzindo salários e abrindo caminho para a privatização de serviços essenciais, como a Educação”, alerta a nova presidenta da CNTE.
Outra pauta central da nova gestão é o cumprimento integral do Piso Salarial Profissional Nacional em todas as redes e carreiras, com reajuste anual automático e efetiva vinculação à carreira. A luta também é pela redução da sobrecarga de trabalho, pelo estabelecimento de limites de alunos por turma, por condições adequadas de infraestrutura e pela construção de uma política nacional de saúde docente, que assegure cuidado com a saúde mental e a prevenção de violências, além do fim da taxação previdenciária dos aposentados.
Fátima também reafirma que, num contexto de avanço da extrema-direita e ataques a instituições e estados democráticos, a Educação precisa ser afirmada, com todo o vigor, como fundamento para o pleno exercício da cidadania e da participação política e como elemento fundamental para a consolidação de uma sociedade democrática, plural e igualitária.
Igualdade de gênero e combate à violência
A eleição de uma mulher para a presidência da CNTE representa mais do que um marco simbólico, é uma conquista política no movimento sindical da Educação. E essa conquista não é individual, mas fruto de lutas acumuladas por igualdade e reconhecimento. “Ao ocupar a presidência, uma mulher amplia referências, produz identificação e fortalece trajetórias coletivas. Ela contribui para que as pautas de gênero ganhem centralidade política, especialmente numa categoria que é composta majoritariamente por mulheres. Sempre me lembro do que nos diz Conceição Evaristo: ‘O importante é abrir caminhos’. E ao abrir caminhos, incentivamos outras mulheres a ocuparem espaços estratégicos. Assim, o sindicalismo se renova e se aproxima da realidade social da categoria que representa”, fala com entusiasmo Fátima.
A dedicação de Fátima Silva à luta pela igualdade de gênero é ressaltada pela professora e senadora Teresa Leitão (PT/PE), que também foi dirigente de Assuntos Educacionais da CNTE e presidente do Sindicato do Trabalhador e da Trabalhadora em Educação de Pernambuco (Sintepe): “Posso afirmar que a caminhada ao lado da Fátima nos educou para um olhar cuidadoso para o papel da Educação, compreendida em sua mais ampla abrangência, na humanização e na conscientização das pessoas, preparando-as para um mundo complexo. Por isso mesmo, preparando e organizando as pessoas para a luta, incluindo sempre a defesa da igualdade de gênero em todos os espaços e a inclusão de mais mulheres, especialmente negras, indígenas, periféricas nas frentes de luta e nos espaços de poder”.
Para Fátima, a CNTE tem papel essencial na luta contra as desigualdades e a violência de gênero no Brasil, um país que registrou aproximadamente 1.450 casos de feminicídio em 2024 — cerca de quatro mulheres assassinadas por dia. Além disso, pesquisas mostram que mais de um terço das mulheres no Brasil sofreram algum tipo de violência de gênero em um ano, revelando um problema estrutural e generalizado.
“O feminicídio é a face mais extrema de um ciclo de violência que ainda marca a vida da mulher. Cada mulher assassinada representa uma história interrompida e um chamado urgente para fortalecer a prevenção, a proteção e a responsabilização. Ao combater a misoginia, a violência e a discriminação, a CNTE fortalece a defesa da vida de meninas e mulheres e contribui para uma cultura de igualdade e respeito”, afirma.
Ela também destaca que recaem sobre as mulheres a dupla e até tripla jornada de trabalho, além das doenças desenvolvidas pelas péssimas condições de trabalho que provocam exaustão, adoecimento físico e mental. “A própria desvalorização da docência é fruto do machismo estrutural, que historicamente associa o cuidado e a educação — atividades majoritariamente exercidas por mulheres — a um trabalho naturalizado, pouco reconhecido socialmente e mal remunerado. Lutar contra isso é enfrentar as desigualdades de gênero”, alerta Fátima Silva.
Teresa Leitão — professora e senadora (PT/PE), foi deputada estadual, presidente do Sintepe e diretora de Assuntos Educacionais da CNTE.
Fátima Silva é uma mulher determinada, professora, que tem na luta pela Educação sua opção de vida e de militância, da qual, em parte, eu sou testemunha. Atuou em sala de aula, conhece os territórios em que a Educação é realizada, com suas bonitezas e seus enormes desafios. Construiu uma caminhada de liderança e respeitabilidade, como uma firme sindicalista, comprometida com a democracia e a defesa intransigente da Educação.
A professora Fátima Silva sempre teve seu rosto, sua voz e inteligência política mobilizados pela defesa da valorização dos profissionais da Educação, de todos e todas, e da Educação em seu conjunto e em toda a América Latina.
Por ter se dedicado e ser reconhecida no plano nacional e internacional como grande líder, Fátima ratifica um vínculo global muito interessante, que vai reforçando a condição da Educação como instrumento de resistência aos regimes autoritários. Portanto, teremos uma mulher, uma líder e dirigente, talhada para trabalhar na reafirmação da democracia partindo de compromissos internacionais de direitos humanos e dos compromissos com a plena fruição dos direitos educacionais.
Acredito, também, que seguiremos fortes lutando pela valorização da carreira e, também, no combate à terceirização, na defesa inabalável da escola pública, gratuita, democrática e de qualidade. Como mulheres, seguiremos na resistência às políticas de desmonte da Educação e atuando nas redes globais, com a IE e intercambiando pautas educacionais estratégicas, como a plataformização, a Educação a distância (ensino remoto) e a uberização.
Hugo Yaski — presidente da IEAL, secretário-geral da Central dos Trabalhadores da Argentina e membro do Conselho Consultivo da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI). Foi secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores da Educação da República Argentina (CTERA).
Foi uma grande honra ter percorrido este caminho junto com a companheira Fátima Silva que, em sua trajetória, deixou inúmeras marcas e ensinamentos.
Fátima participou por pelo menos 20 anos do movimento sindical da Educação no âmbito da IEAL (Internacional da Educação para a América Latina), integrando o Comitê Regional da IEAL durante esse período.
Também participou da organização da Rede de Trabalhadoras da Educação na América Latina, com incidência na perspectiva política, na articulação e na organização dessa rede. Além disso, participou da organização do Movimento Pedagógico Latino-Americano, promovendo múltiplas atividades regionais e nacionais.
Participou ainda de inúmeras reuniões, organização por organização e país por país, em que apoiou as entidades na resolução de diversos conflitos políticos e promoveu diferentes assessorias para o desenvolvimento das organizações. Fez parte de várias reuniões com a Cooperação Sindical Internacional para formular e desenvolver projetos de caráter regional, como parte de sua atuação no comitê político regional.
Por fim, Fátima e eu caminhamos juntos por pelo menos duas décadas no Comitê Executivo da IEAL, onde conquistou reconhecimento por sua destacada atuação, em âmbito internacional, no marco da Internacional da Educação mundial.
Orgulhoso de ter feito parte de sua enorme e imprescindível trajetória!
Antônio Carlos Biffi
Professor, fundador e presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). Foi secretário de estado de Administração e de Educação e deputado federal (PT/MS).
Tenho grande orgulho de ter construído, ao lado da professora Fátima Silva, a maior entidade sindical de Mato Grosso do Sul. Eu presidia a Federação dos Trabalhadores em Educação quando a conheci numa plenária da categoria em Coronel Sapucaia, ainda nos anos 1980. A intervenção dela naquele encontro nos marcou profundamente. Ficou evidente que ali estava uma liderança em ascensão. Naquele momento, buscávamos novas lideranças para fortalecer o movimento, e não tivemos dúvidas em convidá-la para integrar a gestão da federação.
Com determinação, coragem e dedicação, Fátima fez a diferença. Trouxe novas pautas para o debate, especialmente a participação das mulheres no movimento sindical, e presidiu a Federação com responsabilidade e impressionante capacidade de articulação estadual e nacional. Sua atuação contribuiu de forma decisiva para que a categoria conquistasse uma política salarial que hoje nos coloca em primeiro lugar no ranking dos salários.
Profunda conhecedora das questões educacionais do Brasil e da América Latina, Fátima tem trajetória marcada pela defesa da democracia, dos direitos sociais e pela busca permanente de transformação da sociedade.
Fátima vai liderar a CNTE com firmeza, visão estratégica, capacidade de diálogo e muita disposição para mobilizar as trabalhadoras e os trabalhadores em Educação em defesa da qualidade social da Educação, da valorização e dos direitos da categoria, além de fortalecer outras grandes lutas, como a pela democracia.
Juçara Dutra Vieira
Professora e ex-presidenta da CNTE
No debate sobre a constituição da CNTE prevaleceu a tese que a organização que sucederia a CPB, agregando os/as profissionais da educação básica pública, assumiria o conceito de classe de “trabalhadores em educação”. Foi uma decisão ousada para os anos 1990, quando o neoliberalismo se instalava no país sob estruturas sociais ainda fortemente marcadas pelo patriarcado, pelo patrimonialismo e pelo machismo.
De lá para cá, a CNTE tem dado passos fundamentais para garantir direitos para a população, a começar pela sua própria função social: a educação. Entretanto, persistem desafios, entre eles, a ampliação dos espaços políticos das trabalhadoras em educação nas escolas, nas universidades, nos parlamentos e na própria Confederação.
Por isso, é fundamental estimularmos o protagonismo das mulheres na CNTE e nas entidades filiadas, onde continuamos a ser maioria. A possibilidade de termos uma presidenta pela segunda vez em mais de três décadas da existência da CNTE será uma conquista das mulheres e das pessoas comprometidas com as lutas emancipatórias. Além disso, o histórico de Fátima Silva é de persistente trabalho em defesa e promoção das mulheres, da FETEMS à CNTE, à IEAL e à Internacional da Educação.
Incentivadora de primeira hora da formação da Rede de Mulheres da América Latina tem sido protagonista dessa importante – e continuada – luta que envolve não somente a educação, mas a sociedade e movimentos correlatos. Da mesma forma, sua atuação na articulação com as entidades e os movimentos sociais tem contribuído para que a CNTE mantenha e amplie seu protagonismo nas grandes lutas que o país enfrenta: no combate ao fascismo, na promoção da democracia, na defesa da soberania.