Mais de 20 mil trabalhadores(as) tomam as ruas de Campo Grande contra a Reforma da PrevidênciaNa sexta-feira, dia 22 de março, mais de 20 mil trabalhadores(as) tomaram as ruas de Campo Grande contra a Reforma da Previdência.O ato teve a participação em massa dos(as) Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, onde demonstrou a união e a força da categoria em defes...
Mais de 20 mil trabalhadores(as) tomam as ruas de Campo Grande contra a Reforma da Previdência
Na sexta-feira, dia 22 de março, mais de 20 mil trabalhadores(as) tomaram as ruas de Campo Grande contra a Reforma da Previdência.
O ato teve a participação em massa dos(as) Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, onde demonstrou a união e a força da categoria em defesa dos direitos conquistados há anos.
A paralisação foi organizada pela FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul); pelos 74 SIMTEds, pelo Comitê contra a Reformas da Previdência, pelas Centrais Sindicais: CUT-MS, CTB-MS, UGT-MS, Força Sindical MS, Conlutas, Intersindical, CSB; Frentes, Fóruns, MST, movimentos sociais e sindicais do Estado.
“Essa paralisação foi apenas o começo das mobilizações contra a PEC 06/2019 (Reforma da Previdência) que impedirá o(a) trabalhador(a) a se aposentar. Os(as) Profissionais em Educação estão fortes e unidos contra a retirada de direitos”, enfatizou o Presidente da FETEMS, Professor Jaime Teixeira.
A Reforma da Previdência acaba com o DIREITO à APOSENTADORIA do povo brasileiro, vejam:
1. Aumenta a idade das mulheres para 62 e dos homens para 65 anos.
2. Aumenta o tempo de contribuição de 20 para 40 anos, no mínimo, para aposentadoria integral.
3. Reduz o valor de todas as aposentadorias (por idade, por invalidez).
4. Aumenta a contribuição para previdência para ativos e aposentados de 7,5 para até 22%.
5. Reduz o Benefício de Prestação Continuada (LOAS) para os idosos e deficientes para R$400,00 de 60 aos 70 anos, e, somente após os 70 anos, um salário mínimo.
6. Reduz as pensões por morte para 50% do teto do INSS, com mais 10% por dependente (até no máximo 100%).
7. Aumenta a idade para aposentadoria rural para 60 anos para homens e mulheres, com 20 anos de contribuição obrigatório, de no mínimo, 600,00 reais/ano.
8. Acaba com as aposentadorias especiais dos professores, eletricitários, trabalhadores em frigoríficos, dos vigilantes e de outras categorias que tem trabalho “insalubre”.
9. Acaba com o regime solidário de contribuição (onde todos contribuem para a aposentadoria, benefícios e pensões de todos) e cria o regime de capitalização (que é uma poupança, que ao se aposentar você vai recebendo daquela poupança).
10. Não mexe nas aposentadorias dos militares. Não cobra os grandes devedores da Previdência. Não acaba com as isenções fiscais que beneficiam empresários.
DIGA NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA OU MORRA TRABALHANDO!
Aposentar não é privilégio e sim direito! Junte-se a nós!
Esta luta também é sua!
(FETEMS, 25/03/2019)