Escrito por: SINTE/RN

[RN] Sem avanço nas negociações, educadores(as) de Natal cogitam greve

Os educadores de Natal podem entrar em greve a partir de 3 de agosto caso as negociações com a gestão Paulinho Freire não avancem. Essa decisão, que será comunicada ao município, foi tomada na Assembleia promovida pelo Sinte-RN na tarde desta quinta-feira (16), no auditório da sede estadual da entidade. Tanto os dirigentes do Sindicato quanto os profissionais da Rede Municipal apontam que o diálogo com a gestão não tem produzido resultados concretos, incluindo a falta de resolução por parte da mesa permanente de negociação, que pouco tem se reunido. Entre outras coisas, a Rede acumula os seguintes problemas: desvalorização e perdas salariais; escolas e CMEIs com infraestrutura comprometida; mudança na matriz curricular; avanço de parcerias público-privadas (PPPs) na gestão da educação; além da terceirização da merenda escolar. A falta de autonomia nas escolas, os ataques à gestão democrática e a criação do cargo de educador voluntário também se somam à lista de problemas. Para lutar contra isso, além de cogitar uma paralisação por tempo indeterminado, a categoria aprovou os seguintes encaminhamentos: - Promover, no período de 17 a 27 de julho, debates nas escolas sobre a deflagração da greve; - Realizar Ato no dia 27 de julho para deliberar sobre a greve; - Deflagrar greve por tempo indeterminado a partir de 3 de agosto, caso não haja avanços nas negociações. Na data, realizar Assembleia; - Realizar, no dia 20 de julho, reuniões virtuais com representantes das escolas, às 9h e às 15h, para discutir a organização do movimento grevista; - Realizar reunião com o pessoal de Atendimento Educacional Especializado (AEE) no dia 30/07, às 8h e 14h, no Sinte-RN; - Intensificar a campanha de denúncias nas redes sociais; - Retomar as mobilizações nas escolas; - Aguardar parecer do Departamento Jurídico do Sinte-RN sobre os efeitos da decisão do STF a respeito da inclusão do recreio na jornada de trabalho dos professores; - Orientar os aposentados sem paridade a procurarem o Departamento Jurídico do Sinte-RN para análise individual de suas situações, à luz do novo entendimento do STF; - Retomar aos 180 dias letivos; - Fazer uma paralisação em conjunto com os estagiários; - Cobrar a atualização dos quinquênios no MPN; - Realizar protesto na inauguração da nova sede da SME; - Lutar para garantir ao professor acesso ao direito à alimentação escolar; - Encaminhar à assessoria jurídica a demanda acerda da mudança de classe; - Verificar com o jurídico do Sinte-RN a discrepância entre o texto da Lei 241/2024 e o anexo II da matéria; - Acompanhar a LDO; - Enfrentar os casos de violência nas escolas; e - Realizar estudo sobre as horas excedentes do tempo integral e o pagamento do sábado letivo.