Escrito por: CNTE

SP: Nas ruas contra o sucateamento e privatização da Educação Pública

Depois de uma série de mobilizações que aconteceram na última semana em diversas cidades de São Paulo, estudantes secundaristas e professores convocaram para essa terça-feira, 20 de outubro, ato estadual, a partir das 15h, na capital, contra o projeto de reorganização das escolas proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que ameaça fechar diversas instituições.O M...

Depois de uma série de mobilizações que aconteceram na última semana em diversas cidades de São Paulo, estudantes secundaristas e professores convocaram para essa terça-feira, 20 de outubro, ato estadual, a partir das 15h, na capital, contra o projeto de reorganização das escolas proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que ameaça fechar diversas instituições.

O Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública de São Paulo cobraram explicações do governo sobre o projeto. Até agora, a lista tem 172 escolas a serem fechadas em 2016. “O Alckmin vai condicionar os estudantes a salas ainda mais apertadas para ter prédios vazios e não ter mais os custos de manutenção”, disse a presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Angela Meyer. “Nos últimos dez anos, a rede pública diminui quase 2 milhões de estudantes. Uma parte evadiu, mas pelo menos 600 mil ingressaram em escolas particulares, que evidencia um projeto de privatizar a educação.”

Ao lado da UPES, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) organiza a mobilização estadual. O número de escolas ameaçadas tende a aumentar, a previsão é que 1 milhão de estudantes sejam transferidos. “Vamos lotar as ruas e dizer não à reorganização, é essa a resposta que daremos. Faremos resistência”, comentou a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha.

Entenda - No último dia 23 de setembro, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo anunciou a intenção do governo estadual de manter em cada colégio apenas um ciclo de ensino, o que culminaria no fechamento de muitas escolas.

Em tentativa de diálogo com o governador, a presidenta da UPES, Angela Meyer, abordou e questionou Geraldo Alckmin (PSDB) sobre a reorganização, porém, o governador se negou a responder a líder estudantil. Alckmin reagiu com descaso à reivindicação que é hoje a principal luta dos estudantes secundaristas do estado de São Paulo.

Na convocação para o evento desta terça, a UPES enfatizou a falta de diálogo do governo com os estudantes. “Estudantes, professores e pais não foram consultados, por isso, nas últimas semanas toda a comunidade escolar têm ocupado as ruas do estado de São Paulo contra a medida que visa sucatear cada vez mais as escolas públicas. Em 2014, o Alckmin cortou pela metade as verbas de manutenção das escolas públicas, para além disso, em 2015 as escolas estaduais não recebeu nenhum centavo para a manutenção dos prédios”, diz trecho da publicação.

Saiba mais aqui.

(APEOESP, 20/10/2015)