2019 06 17 giro sinteal

Na força e na voz dos/as trabalhadores/as (ativos/as, aposentados/as e desempregados/as) do campo e da cidade, dos/as estudantes, das donas-de-casa, enfim, do povo em geral, que saíram às ruas para defender seus direitos e garantir a democracia e a soberania nacional, Alagoas fez história na manhã/tarde desta sexta-feira 14 de junho, na grande greve geral contra a criminosa e elitista reforma da Previdência do (Des)Governo Bolsonaro, em defesa da educação pública (do ensino fundamental ao superior), contra o desmonte da soberania nacional (através da agenda de privatizações de um presidente que tem “orgulho” de bater continência à bandeira dos Estados Unidos!), contra os ataques às políticas de preservação do meio-ambiente (com a flexibilização do uso de agrotóxicos e a garantia dos interesses econômicos do agronegócio e da bancada ruralista), contra os ataques às nações indígenas, contra a cultura da violência pelas armas (em vez de uma cultura pela paz) e, enfim, contra um “estilo” de governo que prega os mais diversos tipos de preconceitos: social, gênero, racial, regionalista, homofóbico etc.

Sinteal e trabalhadoras/es em educação na linha-de-frente da greve

Ao lado das centrais sindicais, dos sindicatos parceiros de luta, das entidades estudantis e das instituições e movimentos da sociedade civil organizada, Sinteal e trabalhadoras/es em educação participaram efetivamente de todas as atividades deste 14 de junho, levando para as ruas as reivindicações da categoria e defendendo as bandeiras do povo brasileiro, especialmente o repúdio à reforma previdenciária (que está no Congresso Nacional), à política de retirada de direitos dos/as trabalhadores/as e a luta sem trégua em defesa da educação pública (do ensino fundamental e até o ensino superior).

Falas de luta

Lideranças dos/as trabalhadores/as avaliaram como “histórico” este 14 de junho, unificando o discurso de luta que garante muita resistência, daqui para diante, aos ataques do (Des)Governo Federal e contra os partidos políticos que tenham pautas contra os direitos dos/as trabalhadores/as.

Para a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, “a mobilização da classe trabalhadora, dos estudantes e do povo brasileiro, por todo o Brasil, é muito importante. Temos a nossa pauta natural de defesa da educação pública, que está sob pesados ataques do Governo Federal, mas estamos também na luta contra esta criminosa reforma previdenciária, que, se aprovada, vai trazer prejuízos irreparáveis para todos. Também não podemos esquecer que os governos estadual e municipais acabam agindo da mesma maneira, se negando a negociar com o sindicato e praticando políticas de arrocho salarial e de desvalorização da categoria. Nosso recado, que também foi dado nesta mobilização, é o de que não renunciamos a direitos conquistados na luta, com nosso suor e sangue, e exigimos respeito e valorização”.

Já a presidenta da CUT em Alagoas, Rilda Alves, ressaltou a união das centrais sindicais na construção da greve nacional deste 14 de junho, “contra esta reforma da Previdência que só beneficia a elite financeira deste país e ataca trabalhadores e os mais pobres, mas todas as forças democráticas também estão repudiando o desmonte da educação pública e os ataques à nossa democracia e à nossa soberania”.

A diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Girlene Lázaro, reforça o discurso das líderes sindicais em defesa dos direitos dos/as trabalhadores/as: “a CNTE e seus sindicatos filiados estão em total e permanente mobilização contra o Governo Federal, na defesa intransigente da educação pública em todos os seus níveis. E esta luta também deixa claro o nosso recado de que esta reforma previdenciária antitrabalhador não passará, como também nenhuma outra política de retirada de direitos”.

Praças Centenário e Deodoro: Concentração e ato final da greve

Depois de uma intensa manhã de ações de luta por todo o Estado de Alagoas - especialmente nos municípios de Arapiraca, Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema e Penedo -, com caminhadas de protesto, bloqueios (pacíficos) de rodovias e atos públicos em frente a universidades, colégios e agências bancárias, em Maceió, os/as manifestantes se concentraram, a partir das 15 horas, por toda a Praça Centenário, no bairro do Farol, de onde saíram em caminhada de luta, protesto e resistência pelas principais ruas do Centro do comércio.

A caminhada das/os trabalhadores/as, estudantes e do povo em geral terminou na histórica Praça Deodoro, com a realização de um grande ato político-cultural, coroando um histórico dia de luta.

Viva o 14 de junho! Viva a vitoriosa greve nacional da classe trabalhadora e do povo brasileiro!

(Sinteal, 17/06/2019)

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