MOBILIZAÇÃO

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Foto do destaque: Isis Medeiros - Sind-UTE/MG 

Nesta sexta-feira, 14 de junho, o Brasil parou para barrar a reforma da previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro. Com o apoio das trabalhadoras e trabalhadores em educação, manifestantes participaram da greve geral da classe trabalhadora em 380 cidades brasileiras reivindicando, também, mais empregos e investimentos em educação. “Nos destacamos em todo o Brasil mais uma vez. Parabéns pela garra e determinação. A Unidade de ação de todas as entidades filiadas à CNTE demonstrou mais uma vez nossa força, com potencial de mobilização e de lutar pelos nossos direitos”, avalia o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.

Neste dia 14 de junho, foram registrados alguns incidentes com professores e estudantes a exemplo de Niterói, onde manifestantes foram atropelados, e em São Paulo, que foram presos. Heleno Araújo frisa que a CNTE sempre atua de forma pacífica e reflete: “A violência policial é a demonstração do incômodo dos governos conservadores que atuam contra a população brasileira. Estes atos violentos não nos intimida, seguiremos mobilizando e pressionando. As grandes mobilizações 15M, 30M e 14J foram só o começo de tantas outras manifestações que vamos fazer neste segundo semestre de 2019”.


Para o presidente da CNTE, a luta contra a Reforma da Previdência vai continuar: “Precisamos nos manter alertas e na pressão sobre os Parlamentares. Neste sentido, a nossa orientação é que no dia 25 de junho a aula seja acompanhar a votação sobre a destruição da aposentadoria. Vamos colocar uma televisão em cada sala de aula e ligar na sessão de votação na Comissão Especial, de olho no Deputado(a) Federal, em como ele(ela) irá votar!”

Veja a seguir as fotos dos trabalhadores em Educação na Greve Geral da Classe Trabalhadora.

ACRE
No Acre, um grupo de estudantes e sindicalistas fechou um trecho da BR-364, impedindo a passagem de ônibus do transporte coletivo e de mercadorias nas primeiras horas do dia. O ato se concentrou em frente a uma das garagens de ônibus de Rio Branco. A passeata prosseguiu no centro da capital. Foto: Renna Macedo
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ALAGOAS
Em Maceió, os trabalhadores bloquearam as ruas, realizaram uma caminhada no centro da cidade e finalizaram com ato público em frente ao Banco do Brasil. Para a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, “a mobilização da classe trabalhadora, dos estudantes e do povo brasileiro, por todo o Brasil, é muito importante. Temos a nossa pauta natural de defesa da educação pública, que está sob pesados ataques do Governo Federal, mas estamos também na luta contra esta criminosa reforma previdenciária, que, se aprovada, vai trazer prejuízos irreparáveis para todos.
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AMAPÁ
Em Macapá, professores, técnicos e um grupo de estudantes da universidade federal (Unifap) fizeram ato a partir das 9h. As aulas na instituição foram suspensas, segundo o sindicato dos docentes. Foto: Ugor Feio/G1
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AMAZONAS
Em Manaus, alunos e professores fecharam parcialmente a entrada da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para um protesto que iniciou às 8h30, o que afetou o trânsito na Zona Sul da cidade. No Centro Histórico de Manaus, bancários se reuniram às 7h na Praça da Polícia. trabalhadores de refinarias da Petrobras também se juntaram aos atos. Com faixas e blusas temáticas, centenas de trabalhadores de várias categorias lotaram a Praça da Saudade, de onde caminharam para a Praça do Congresso. Foto: Marcio Silva/ A Crítica 

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BAHIA
Trabalhadores de diversos segmentos e movimentos estudantis de Lauro de Freitas realizaram desde às 7h, na altura do Posto Menor Preço na Estrada do Coco, uma grande manifestação em defesa da educação pública de qualidade, contra os cortes de verbas da educação, pela aposentadoria e por mais empregos. Em Camaçari, os trabalhadores fecharam o comércio da cidade.

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CEARÁ
O Blocão da Educação tomou as ruas de Fortaleza e do interior do Ceará nesta sexta-feira (14), para dizer NÃO à DEFORMA da Previdência, contra os cortes na Educação e pela aprovação do Novo FUNDEB, regulamentação da Lei dos Royalties do Pré-sal e Precatórios do FUNDEF para a valorização da Educação e de seus profissionais. No Ceará, outra pauta que não saiu da ordem do dia foi a Homologação do Concurso para Professor. O presidente Anizio Melo parabenizou toda a categoria e os estudantes pelo grande dia. “No estado do Ceará a Educação parou geral, graças aos professores, estudantes e todos os funcionários da Educação, mostramos que o Bloco da Educação mais uma vez é protagonista na luta”, pontuou Anizio Melo. Além da capital cearense, foram registrados protestos nos seguintes municípios: Chorozinho, Sobral, Janguaruana, Icó, Pacatuba, Russas, Brejo Santo, Jaguaribe, Juazeiro do Norte, Iguatu, Acaraú e Chaval. Veja mais fotos no site da Apeoc.
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DISTRITO FEDERAL
Em Brasília, os profissionais da educação se reuniram em frente à Praça do Buriti. Além da pauta nacional, os educadores debateram sobre vários temas, como: PDE – Meta 17; Cumprimento das 21 metas; Regularidade nos repasses do PDAF; Construção e reforma de escolas; Gozo da licença-prêmio; Concurso público; Construção de creches; Reajuste salarial – 37%; Pagamento da última parcela do Plano de Carreira; Reajuste do auxílio alimentação; Plano de saúde; Pagamento da pecúnia da licença-prêmio; Militarização; Nomeação de professores; e reforma da Previdência. Veja a nota no site do Sinpro-DF.

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ESPÍRITO SANTO
Professores/as, funcionários/as de escola, bancários, motoristas e outras categorias, além de dirigentes do SINDIUPES e estudantes estão juntos em Defesa de Empregos, da Educação e de Aposentadoria. Desde as primeiras horas dessa sexta-feira (14), houve manifestação em diversas vias de acesso à capital: Segunda e Terceira Ponte, Segunda Ponte e BR 262- Cariacica, BR-101-Serra e Região da Vila Rubim, no centro de Vitória, foram tomadas pelos trabalhadores/as que seguem em passeata por várias regiões da Região Metropolitana. de Vitória. 
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GOIÁS
Em Goiás, cerca de 36 cidades realizaram manifestações. Em Goiânia, a paralisação teve início no Coreto da Praça Cívica, com caminhada de todos os/as trabalhadores/as das mais diversas categorias, dizendo NÃO á Reforma da Previdência, dizendo NÃO aos cortes de verbas da Educação e NÃO aos cortes do FUNDEB. Os/as manifestantes seguiram até a Praça do Trabalhador. Veja o vídeo sobre o ato publicados pelo Sintego
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MARANHÃO

Desde as primeiras horas desta sexta-feira, trabalhadores de São Luiz realizam manifestação pela garantia da aposentadoria do trabalhador brasileiro e contra os cortes na educação, na Greve Geral Nacional da Classe Trabalhadora. Os profissionais se concentraram em dois pontos: Barragem do Bacanga e quilômetro um da BR 135, onde bloquearam os acessos. A Greve Geral conta ainda com a paralisação do transporte coletivo, através do Sindicato dos Rodoviários, Agências Bancárias e serviço público. À tarde, está marcado um grande ato público na Praça Deodoro, às 13h.

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MATO GROSSO

Houve paralisação parcial dos transportes em Cuiabá e Várzea Grande. Os trabalhadores da educação pararam as atividades em todo estado. Na capital, os trabalhadores ocuparam as ruas para protestar contra a reforma da Previdência. Acesse mais fotos no Facebook do Sintep-MT
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MATO GROSSO DO SUL

Os trabalhadores de Campo Grande se concentraram às 9h, na Praça do Rádio Clube. Eles realizaram um grande ato público contra os cortes do governo na educação e a reforma da Previdência.
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MINAS GERAIS

Em Uberlândia, parte das escolas municipais e estaduais, além da universidade federal (UFU), ficaram sem aula. Em Juiz de Fora, também houve adesão à paralisação em parte das escolas da rede estadual e na universidade federal (UFJF). O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas (Sind-UTE/MG) esteve em luta junto com várias categorias da classe trabalhadora, numa manifestação convocada por diversas centrais sindicais, entre elas, a CUT. Unindo forças contra a Reforma da Previdência do Bolsonaro e os ataques à educação, em Belo Horizonte. Cerca de 300 mil manifestantes pararam a capital, saindo da Praça Afonso Arinos em marcha até à Praça da Estação, onde foi realizado um ato cultural de encerramento. A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano, reafirmou a importância de luta nesse dia histórico contra a Reforma da Previdência e os desmandos do governo estadual. “ Estamos dizendo não à essa reforma e ao desmonte da educação pública. Foi um dia em que paramos a produção contra a política de privatização das estatais que o governador Romeu Zema faz em Minas Gerais. A todo tempo ele anuncia cortes na educação, retira direitos da classe trabalhadora, aumento da contribuição previdenciária por meio do projeto de Recuperação Fiscal. É a liquidação total do estado! Por isso, nossa luta é muito importante.”

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PARÁ
Neste dia histórico e de luta da classe trabalhadora brasileira, desde as primeiras horas da manhã o movimento já ocupava as principais vias e rodovias. Nosso sindicato registrou mobilizações em mais 70% dos municípios do Pará. A organização do ato público de Belém divulgou a participação de mais de 40 mil pessoas no ato público que seguiu da praça da República para o Mercado de São Brás. Leia a matéria e acesse o álbum de fotos no Facebook do Sintepp

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PARAÍBA
Manifestantes protestaram em Campina Grande e em Patos, contra a Reforma e desmonte da Previdência Social.
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PARANÁ

Nesta sexta-feira (14), trabalhadores e estudantes paralisam as atividades contra o desmonte da previdência, os ataques à educação pública e a falta de empregos. Em Foz do Iguaçu teve uma passeata pelas ruas da cidade. Mais atividades em todo o estado acontecerão no período da tarde. Em Curitiba, servidores se manifestam no Centro Cívico em defesa da data-base e contra a Reforma da Previdência. Em Cascavel e Colombo, os educadores também se reuniram contra a reforma da Previdência. Veja mais fotos no Facebook da APP Sindicato

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PERNAMBUCO
Trabalhadores(as) em Educação nas ruas do Recife no protesto da Greve Geral que paralisou praticamente todas as escolas das redes públicas municipais e estadual, além de boa parte da rede particular. Na Regional Sertão Central também teve manifestação. Veja mais fotos no twitter do Sintepe
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PIAUÍ
O início da greve dos trabalhadores da rede estadual da educação do Piauí foi marcada pela greve geral da classe trabalhadora nesse dia 14 de junho. O movimento grevista foi deflagrado dia 23 de maio em assembleia da categoria e seguirá por tempo indeterminado ou até que o governo do Estado cumpra a pauta de reivindicações da educação.

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RIO DE JANEIRO
De acordo com os organizadores, a manifestação na capital do Rio de Janeiro contou com a participação de cerca de 100 mil pessoas. A Polícia Militar do Rio de Janeiro lançou bombas de gás, de efeito moral e balas de borracha em manifestantes, durante ato pacífico da Greve Gera, em uma ação truculenta onde estavam presentes mulheres, crianças, idosos. Foto: Clívia Mesquita
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RIO GRANDE DO SUL
Em Caxias do Sul, educadores realizaram piquetes e o fechamento do trânsito na Rota do Sol. Em Ijuí, os trabalhadores montaram piquetes na madrugada em frente às garagens e realizaram Ato Público em repúdio à Reforma da Previdência. Em Bagé, educadores estaduais, municipais e bancários realizaram panfletagem na Praça Silveira Martins. À tarde os trabalhadores farão Ato Público. Em Porto Alegre, desde a madrugada, educadores e demais trabalhadores fizeram a resistência em frente a garagem da Sopal. Em Pelotas, educadores fizeram piquete em frente à garagem Santa Silvana. O Cpers fez uma divulgação intensa de todas as manifestações que ocorreram no interior do Estado e também sobre incidentes com manifestantes - clique aqui e saiba mais
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RIO GRANDE DO NORTE
Na capital potiguar, cerca de 80 mil pessoas compareceram na manifestação ocorrida nesta tarde. Inicialmente, a concentração do ato aconteceu nas redondezas do Shopping Midway Mall e, depois, manifestantes caminharam até o Natal Shopping, localizado no bairro de Candelária. Também ocorreram atos nos municípios de Caicó, Extremoz, Assú, Mossoró, Angicos, Santa Cruz, Areia Branca, Tenente Ananias, São Paulo do Potengi, Canguaretama, Apodi, Pau dos Ferros, Currais Novos e Caraúbas. Acesse o vídeo produzido pelo Sinte-RN.
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RONDONIA

Em Rondônia, quatro escolas municipais e quatro escolas estaduais tiveram as aulas totalmente paralisadas em Vilhena. Em Porto Velho, manifestantes se reuniram na praça das Três Caixas D'água e posteriormente os manifestantes seguiram em caminhada pelas ruas do centro da cidade até o prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde foi finalizada a manifestação. De acordo com a presidente do Sintero, Lionilda Simao, a proposta de Reforma da Previdência, apresentada pelo atual governo, ameaça os direitos do povo brasileiro, que foram duramente conquistados ao longo de muitos anos. “Mobilizamos todas as categorias, porque acreditamos que essa proposta de Reforma da Previdência ataca, principalmente, os mais pobres. Então, não poderíamos ficar de braços cruzados, uma vez que os nossos direitos estão sendo ameaçados” disse. Alunos da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e do Instituto Federal de Rondônia (IFRO) também estiveram presentes protestando contra os ataques que a educação vem sofrendo, como é o caso do congelamento de 30% nas verbas das Instituições Públicas de Ensino e da aprovação da Emenda Constitucional nº95/2016, que limita por 20 anos os gastos da educação e saúde pública.


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RORAIMA
Em Roraima, houve bloqueio de trecho da BR-174 no município de Mucajaí, no Sul do estado. Em Boa Vista, as duas entradas da Universidade Federal de Roraima (UFRR) também foram trancados. Escolas também aderira à paralisação. Foto: Jackson Félix/G1RR
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SÃO PAULO
Em Ribeirão Preto, os educadores se reuniram às 9h, em frente a Câmara Municipal, e sairam em caminhada até a prefeitura. Na capital de São Paulo, a mobilização chamada pela Apeoesp, CUT e demais centrais sindicais reuniu milhares de pessoas em frente à Fiesp, na Avenida Paulista.
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TOCANTINS
O Sintet convocou toda a categoria para protestar contra a reforma da Previdência nesta sexta-feira (14). A concentração do ato público em Palmas começou às 8h, próximo ao Colégio São Francisco, na Avenida JK. No Araguaína, os trabalhadores se concentraram no antigo Posto Goiás- INSS/Câmara, às 7h30, e realizaram caminhada da Educação até a Praça das Bandeiras. Cerca de cinco mil pessoas foram às ruas nas manifestações da greve geral em Palmas - foram registradas manifestações com adesão dos profissionais da educação em pelo menos vinte cidades no Tocantins. Em Tocantinópolis, teve ato público na Praça Darcy Marinho às 8h, em conjunto com técnicos e docentes da UFT. Em Novo Acordo, os profissionais da educação se reuniram às 7h30, na rotatória da entrada da cidade e fizeram uma caminhada pelas principais ruas. O encerramento ocorreu com Ato Público na Praça Salmon do Amaral. Em Augustinópolis, teve manifestação pública, na Praça Ary Valadão. Em Porto Nacional, a mobilização ocorreu às 8h, na Praça do Centenário. Mais informações na página do Sintet-TO no Facebook.
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