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Professores, trabalhadores e estudantes das escolas públicas, das universidades e dos institutos federais param o país em defesa da aposentadoria e contra os cortes de investimento do governo na Educação.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou a população para uma manifestação histórica, que, só no período da manhã desta quarta-feira, 15 de maio, já reuniu mais de um milhão de pessoas contra o bloqueio de verbas para a educação e contra a reforma da Previdência, que prejudica a classe trabalhadora como um todo e altera a idade mínima e o tempo de contribuição das professoras - as mulheres representam 80% da força de trabalho docente  e já trabalham, em média, 7,5 horas a mais que os homens por semana devido à dupla jornada, segundo o estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, divulgado em 2017 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A pauta de reivindicações da Greve Nacional da Educação também inclui o fim do patrulhamento ideológico nas universidades, da ofensiva Lei da Mordaça e de uma série de políticas que impõem retrocessos civilizatórios. Os trabalhadores e estudantes são contra os sucessivos cortes nas políticas educacionais e a ameaça de acabar com a vinculação constitucional que assegura recursos para a educação (Fundeb e outras políticas).

A paralisação ocorre em todos os estados e no Distrito Federal, onde, segundo o Sinpro-DF, mais de 50 mil educadores e estudantes estão reunidos na Esplanado dos Ministérios. Os atos, pacíficos, são uma prévia para a greve geral dos trabalhadores, marcada para dia 14 de junho. Em Curitiba, há pelo menos 20 mil estudantes e trabalhadores em educação reunidos nas ruas. Em Belo Horizonte, já são 250 mil manifestantes. Na Bahia, a estimativa é que há 50 mil pessoas participando do ato em Salvador. Além de manifestação em todas as capitais, há registro de protestos em diversas cidades do interior desde cedo. 

"Hoje a aula é na rua", defende o presidente da CNTE, Heleno Araújo, que está participando da mobilização em Pernambuco. "As medidas do governo Bolsonaro são um ataque aos municípios, aos estados, à população. Sem investimento na educação não há desenvolvimento. Ao chamar o educador de um 'idiota útil', o Presidente mostra o quanto ele desrespeita a profissão que é responsável por formar os demais profissionais e não tem noção do papel desta categoria na formação dos brasileiros", afirma.

Esta tarde ainda estão previstas manifestações em Manaus, na Praça do Congresso; em Macapá, na Praça da Bandeira; em Boa Vista, na Praça do Centro Cívico; em São Luiz, na Praça Dedoro; em João Pessoa, na Assembleia Legislativa; em Recife, na Praça do Carmo; em Natal, em frente ao Shopping Midwei; em Aracaju,  na Praça General Valadão; na Praça Cívica de Goiânia; na Praça Alencastro, em Cuiabá; em Belo Horizonte, na UFMG; em Florianópolis, no Largo da Catedral; em Porto Alegre, na Esquina Democrática; na Candelária, no Rio de Janeiro; e no Masp, em São Paulo.