30junho1

Em mais uma greve geral em protesto contra a retirada de direitos que o governo de Michel Temer tem imposto à população, trabalhadores em educação e de diversas categorias se unem, nesta sexta-feira (30), em todo o país. As mobilizações são uma luta contra as reformas trabalhista e previdenciária, a Lei da Terceirização e a privatização da educação pública.

Em Brasília, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, e representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e das entidades filiadas estiveram juntos na Praça do Relógio, em Taguatinga. Eles também pediram a saída de Temer e eleições diretas.

Para Heleno, os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo atuam contra a população brasileira e, com isso, ela precisa reagir. “Não vamos permitir que continuem assaltando o nosso país, como estão fazendo, tomando atitudes arbitrárias, tanto no processo de estar no poder quando na retirada de direitos da classe trabalhadora. A situação da Emenda Constitucional 95, que reduz recursos da educação, não é só uma denúncia, é fato. É retirar dinheiro da educação para fazer passaporte. É uma aberração o que fazem ao nosso país, com o direito social e humano à educação”, relata.

Segundo o secretário geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, retirar o atual presidente é uma bandeira cada vez mais crescente na categoria e no país. “As Diretas Já são a solução para voltarmos à normalidade democrática no Brasil. As reformas que estão encaminhando no Congresso Nacional são parte do golpe, que começou com o impeachment. Só vamos resolver isso elegendo novamente um presidente pelo voto direto”, explica.

O secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional, Antonio Lisboa, considera a greve geral desta sexta-feira extremamente importante e vitoriosa com uma paralisação no país inteiro: “É a continuidade da nossa luta contra os ataques diversos que viemos sofrendo. Não só os direitos trabalhistas estão sendo atacados, mas os direitos humanos”.

Para o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro/DF), hoje é mais um dia de uma agenda propositiva de luta e enfrentamento contra as reformas trabalhista e da Previdência. “A educação tem o protagonismo muito peculiar e especial nessa luta. Foi a única categoria, em nível nacional, que construiu uma greve e trouxe uma alteração nas contas. O governo percebeu que não teria condições de aprovar as reformas, e nós conseguimos ganhar um tempo para fortalecer o nosso protesto. Hoje, outras categorias se inserem na luta. É uma luta unificada”, frisa a secretária de Formação do Sinpro/DF, Luciana Custódio.

O diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal (SAE/DF), Denivaldo Alves do Nascimento, faz questão de ressaltar os prejuízos da reforma da Previdência para as mulheres do magistério. “Nós temos companheiras hoje no órgão, que já entraram com idade avançada no serviço público, que vão se aposentar com quase 80 anos. É uma reforma extremamente machista, que extrai direito, e a gente não vai permitir isso. Nós vivemos uma crise no país de só retirada dos nossos direitos e de subtração dos nossos salários. Então, estamos aqui na luta contra essas reformas e a favor da classe trabalhadora para a manutenção dos nossos direitos”, conclui.

Acompanhe a cobertura ao vivo dos atos pelo país

30junho2