2019 06 28 GIROCuritiba

Fotos: APP Sindicato-PR

A greve dos servidores públicos continua aumentando a adesão das categorias do funcionalismo estadual. O levantamento da APP-Sindicato é de que 85% das escolas estaduais estão paradas parcial ou totalmente.

Nessa quinta-feira (27/06), terceiro dia da paralisação, docentes e funcionários de diversas universidades estaduais também cruzaram os braços. Em Curitiba houve ato em frente ao Palácio Iguaçu para cobrar a humanização das perícias médicas.

Na parte da tarde, uma aula pública em frente ao Palácio Iguaçu abordou o Projeto de Lei Complementar 4/2019, de autoria do governador, que, se for aprovado, vai autorizar que o governo deixe de pagar a data-base e outros direitos, como progressões e promoções de carreira.

Para o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, Ratinho Junior está reproduzindo os mesmos erros do seu antecessor Beto Richa (PSDB). “O governador está agindo de forma autoritária e desrespeita os servidores ao afirmar que apenas sindicalistas estariam em greve”, disse.

O dirigente acrescentou que a postura de Ratinho tem aumentado a indignação dos trabalhadores e, consequentemente, a adesão à greve. “Nossa greve é por direito, por respeito, em defesa de um melhor atendimento à toda a população, e não contra o governador que foi eleito para cumprir as leis”, destacou.

Próximos atos

Para esta sexta-feira (28/06), na capital o protesto será realizado em frente a Secretaria da Educação (Seed). No interior, os atos serão em frente aos Núcleos Regionais de Educação.

Na próxima segunda-feira (1º), uma grande manifestação está programada em Curitiba, com a participação de trabalhadores de todas as regiões do estado.

Depende do governador

De acordo com o comando da greve, a paralisação é provocada pelo governador. Durante a campanha eleitoral, Ratinho Junior (PSD) prometeu se reunir com os sindicatos e pagar a reposição salarial dos servidores em um dos primeiros atos do seu governo.

Passados mais de seis meses da gestão, o chefe do Executivo tem adiado sucessivamente o compromisso e tem negado os pedidos de reunião com as lideranças sindicais. A data-base venceu no último dia 1º de maio.

A mobilização reivindica o pagamento da reposição salarial de 4,94%, referente a inflação dos últimos 12 meses. Os trabalhadores estão com os rendimentos congelados desde 2016. As perdas acumuladas passam de 17%. O prejuízo é equivalente a não receber mais de dois meses de salário por ano.

(APP Sindicato-PR, 28/06/2019)