2019 07 05 giromatogrosso

Os trabalhadores da rede estadual de educação, em greve há 39 dias, realizam protesto contra o governo Mauro Mendes em todo o estado. Na última quarta-feira (03/07), vários municípios divulgam atos nas avenidas, praças, Câmaras de Vereadores e até mesmo supermercados. Manifestações, arrecadações e até mesmo o velório simbólico do governador, como ocorreu nessa quinta-feira (04/07) em Rondonópolis, terceiro maior município do estado.

Um pedágio solidário arrecadou fundos e alimentos para doação aos trabalhadores da educação em greve, no município. A arrecadação contou com resposta da comunidade rondonopolitana. “Recebemos uma significativa demonstração de apoio da população aos profissionais em greve”, destacou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), João Eudes.

Ainda na quarta-feira (03/07), os educadores compareceram na Câmara de Vereadores de Rondonópolis para esclarecer os motivos que levam a educação estadual a permanecer 38 dias em greve. Destacaram ainda a ação truculenta do governo, que sem negociar, cortou o pagamento dos trabalhadores, o que implicará em prejuízo também para o comercio municipal. Na ocasião os trabalhadores receberam dos parlamentares uma Moção de Apoio a mobilização, que se faz em defesa de direito e pelo cumprimento da Lei.

No norte do estado, no município de Sinop, os profissionais promoveram uma ação beneficente. Durante essa quinta-feira (04/07), os trabalhadores ficaram concentrados em frente a um grande supermercado, arrecadando alimentos para os profissionais da educação em greve, que estão com salários cortados por decisão do governador.

No município de Sorriso, os profissionais visitaram uma feira, num bairro popular, onde conversaram com os feirantes e toda a população justificando o motivo da greve. Na ocasião receberam apoio de algumas mães, que apesar de estarem com o filhos fora da escola, conhecem as deficiência da escola pública, fruto do descaso histórico dos governos. “Algumas sugeriram inclusive que o governador passasse horas dentro de salas sem refrigeração e com péssimas condições estruturais”, relatou a dirigente do Sintep no município, Elionai Witczak.

Em Cáceres, desde a semana passada os profissionais da educação ocuparam a Assessoria Pedagógica. A exemplo do que já acontece em Peixoto de Azevedo. O manifesto na região se deve não apenas a truculência dos interventores, que foram designados pela Secretaria de Estado de Educação, mas principalmente para evitar que o órgão atue de forma inquisidora sobre as escolas.

Municípios como Tabaporã, Juína, e Araputanga, as manifestações ocorrem de forma que anime os educadores em greve. Tabaporã os profissionais levaram para a quadra de esportes da cidade, faixas e cartazes de protesto cobrando respeito ao voto e aos profissionais da educação. No municípios a luta unificou entre rede estadual e municipal. Juina realiza a festa junina com objetivo de arrecadar fundos para os profissionais sem salário. E Araputanga prepara um café da manhã educativo, amanhã, sexta-feira (05) na Praça Romeu Furlan, no município.

(Sintep-MT, 05/07/2019)

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