2020 05 28 giro sinteal

Apesar de tentar criar uma imagem diferente e não querer associar seu governo à desgastada figura de Jair Bolsonaro, o governador de Alagoas Renan Filho segue a mesma cartilha de massacre aos servidores públicos e desrespeito à população.

O mais recente exemplo é a defesa da medida do presidente, que vetou o reajuste dos servidores públicos até o final de 2021. “Bolsonaro derrubou uma mobilização nacional dos trabalhadores da educação para alterar o projeto original, que tinha conquistado a aprovação na Câmara e no Senado contra o congelamento dos salários. O Governador de Alagoas deixou claro que apoia essa política, durante entrevista ao portal UOL”, denunciou a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia.

Acumulando perdas ao longo de toda a gestão de Renan Filho, servidores públicos de Alagoas têm sofrido com a ausência de diálogo sobre reajuste salarial. Apesar de fazer declarações políticas em defesa da democracia, esta gestão é a pior em termos de diálogo com a população e os representantes dos servidores.

Bolsonaro aproveitou o momento crítico em que o mundo inteiro está passando por uma pandemia para penalizar os servidores públicos. Enquanto outros países do mundo buscam formas de apoiar a população e ajudar a passagem da crise, no Brasil as desigualdades se agravam e o governo, oportunista, tira direitos fundamentais duramente conquistados.

O “congelamento” dos salários está associado a uma medida emergencial do Governo Federal aos Estados para ajudar a enfrentar a crise. Para garantir o auxílio foram colocadas condições absurdas como esta.

Não é a primeira vez que o governador de Alagos demonstra estar em sintonia com as medidas de Bolsonaro contra o povo alagoano. Após a reforma da previdência de Bolsonaro, no final de 2019, foi promulgada uma reforma no AL Previdência, impondo, além de um reajuste no desconto dos servidores da ativa, a taxação de 14% (catorze por cento) para os aposentados. O desconto foi implantado em abril, e muitos aposentados e aposentadas estão passando sérias dificuldades para sobreviver com o corte que foi feito.

“Não adianta ter um discurso mais gentil nas mídias sociais se a proposta de castigar a população é a mesma. Repudiamos a política de Bolsonaro, que está destruindo a vida do povo brasileiro, mas também denunciamos esse governo estadual hipócrita, que também nos coloca nesta situação tão difícil”, concluiu Consuelo.

(Sinteal, 28/05/2020)