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Desde que tomou posse, há um mês, o deputado estadual Henrique Lopes (PT), já fiscalizou mais de 30 escolas pelo interior de Mato Grosso. Para o parlamentar, o mandato itinerante é de extrema importância durante a passagem pela Assembleia Legislativa, já que através dele, pode ver in loco a realidade da Educação no estado. Nesta semana, Henrique está percorrendo a região do Araguaia, dando continuidade a fiscalização em unidades escolares.

O parlamentar tomou posse em 30 de setembro, em substituição ao deputado estadual Valdir Barranco (PT), que se licenciou da Casa para concorrer ao Senado. Durante as visitas às escolas, Henrique tem recebido ofícios com demandas que vão desde questões estruturais até outras mais graves, como a obra da Escola Estadual Cleufa Hubner, em Sinop, parada há sete anos.

“A situação da Escola Estadual Cleufa Hubner me deixou bastante consternado. São 18 salas de aula e uma estrutura enorme que nunca foram usadas por nenhum aluno. São milhões em investimento que foram desperdiçados. Hoje o local é depredado e alvo de invasões, janelas e outras partes da construção já foram levados”, conta.

Henrique já passou pelas regiões Norte, Oeste e Sul de Mato Grosso. Agora, ele segue para o Araguaia, onde poderá constatar com a situação da Educação nos municípios da região. Durante o trabalho fiscalizador do mandato itinerante, o deputado também tem observado se as escolas estão preparadas ou não para um possível retorno presencial das aulas.

“No total, já passamos por 25 cidades. Em alguns lugares tive gratas surpresas, como em Rondonópolis, onde estive na obra de uma escola militar. Mas, no geral, a Educação de Mato Grosso não faz parte dessas ‘ilhas de excelência’. O que vi foram salas alagadas, carteiras extremamente deterioradas, paredes rachadas e escolas funcionando em espaços improvisados”, avalia.

Como exemplo da “Educação improvisada”, o deputado destaca a situação da Escola Estadual Luciene Cardoso, em Peixoto de Azevedo, que teve a construção do prédio orçada em R$ 7,2 milhões. A obra está parada desde 2018.

“Os alunos e professores foram transferidos para o antigo prédio de um hospital, que não estava preparado para receber uma escola. As salas são extremamente pequenas e, como cada sala possui um banheiro, eles assistem aulas com cheiro forte de esgoto. É uma situação de total descaso com a Educação”, afirma o parlamentar.

(SINTEP/MT, 05/11/2020)