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A APP-Sindicato e servidores da educação organizaram um ato nessa terça, dia 17, para mostrar a contrariedade aos ataques da gestão Ratinho Jr (PSD). O ponto inicial de encontro foi no Parque Barigui, às 6h, com saída para a caminhada até o Centro Cívico de Curitiba, passando por alguns pontos estratégicos da capital. No decorrer do dia, ocorreu uma reunião com representantes do governo sobre a pauta da educação.

A escola pública é de todos nós! A comunidade escolar merece respeito! As principais defesas referem-se contra a prova seletiva para a contratação dos educadores PSS, militarização das escolas – incluindo o processo fraudulento de consulta, não ao retorno das aulas presenciais, direitos de reajustes salariais e promoções e progressões, solicitação para a realização de concurso público, entre tantos retrocessos que estão impostos em uma gestão empresarial e não democrática do atual governo.

O presidente da APP, Hermes Leão, enfatiza o dia 17 como de mobilização e manifestações públicas em todo o Paraná com denúncia dos ataques que o secretário da Educação, Renato Feder, tem feito sobre os direitos dos educadores.

“Vamos dialogar também com a sociedade e com o governo a necessidade de superar impasses como a realização de prova PSS. Não é possível manter essa medida em plena pandemia e sem o governo ter feito debate – o qual se comprometeu na greve em 2019 - que envolve as condições de trabalho dos PSS, concurso público e direitos. A defesa é que tenha a suspensão da terceirização do funcionário de escola e que prorroguem os atuais contratos de trabalho de educadores PSS diante da calamidade pública. Temos em pauta o uso de direito de promoções e progressões dos professores, já anunciado para outras categorias e que é preciso corrigir a medida de congelar esses nossos direitos, além do reajuste salarial”, disse o professor Hermes.

A direção do Sindicato explica que a mobilização foi definida na última Assembleia Estadual, e respeitando a pandemia, todas as questões de segurança de higiene e saúde foram pensadas, não esquecendo o distanciamento social, as máscaras, álcool gel e sem chamadas para evitar a aglomeração. Foi uma decisão conjunta dos próprios professores e funcionários que exigem respeito e dignidade, que enfatizam que a culpa pela necessidade da categoria quebrar o isolamento social para protestar é do governo estadual pelos ataques aos direitos dos servidores públicos.

(APP-Sindicato, 18/11/2020)