2021 05 03 giro sinteal

O Sinteal participou na manhã desta sexta-feira (30), de uma grande distribuição de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social. A ação aconteceu na Praça dos Martírios e faz parte da programação unificada do 1º de maio deste ano, organizada pela CUT e seus sindicatos filiados, junto com movimentos de luta pela terra (os trabalhadores rurais sem terra).

“O dia do trabalhador é um dia de luta, sempre fizemos atividades de rua, grandes protestos chamando atenção da população sobre as pautas da classe trabalhadora. Neste momento não é possível fazer o protesto no formato tradicional, então pensamos em uma ação simbólica que chame a atenção para as pautas e ajude a amenizar o sofrimento de quem está precisando”, explicou Consuelo Correia, presidenta do Sinteal.

Com a crise instalada no país atualmente, a fome tem sido um problema presente em uma parcela cada vez maior da população, por isso é uma das temáticas da ação deste ano. Mas é extensa a pauta de reivindicação, como detalha Consuelo.

“Cobramos soluções do Governo do Estado sobre o uso dos recursos do FECOEP, exigimos do Governo Federal o auxílio emergencial de R$ 600 para todos os que precisam, lutamos pela urgente vacinação contra a COVID de toda a população, denunciamos as reformas que desmontam os serviços públicos do país, como a reforma administrativa, e reforçamos todas as pautas da classe trabalhadora, desde a valorização salarial às condições dignas de trabalho”.

A distribuição foi conduzida por lideranças, que desde a madrugada se reuniram na praça para organizar os alimentos e preparar kits para as famílias. Em seguida, foram entregues em bloco para representantes de instituições de caridade que atendem grupos de trabalhadores sem teto, moradores de rua e outras famílias em situação de muita necessidade.

Na ocasião, uma parte dos alimentos foi distribuído individualmente à população de rua que vive no local em condições precárias e fez apelos para a organização. Consuelo explica que “é triste ver que tem tantas pessoas precisando e nós não conseguiremos atender a todos com o que conseguimos arrecadar. É obrigação do Estado atender essas famílias, e por isso é tão urgente o auxílio emergencial, nossa ação é pra chamar atenção dos gestores, que precisa cumprir a sua responsabilidade”.

(Sinteal, 03/05/2021)