2021 07 08 giro sintepmt

O governador Mauro Mendes,  bem como o Secretário estadual de Educação, Alan Porto, voltaram a defender  em entrevistas à mídia local, o retorno das aulas no modelo semipresencial, mesmo diante do quadro de contaminações e mortes por Covid-19 entre educadores no estado.

Entre as vítimas, está a jovem professora Fernanda Bernert Damaceno, de 35 anos, que faleceu na terça-feira (6), vítima da Covid-19, mesmo após já ter recebido a primeira dose da vacina.  A educadora tinha formação pedagógica e especialização em psicopedagogia e Educação Infantil. Ela atuava no Centro Municipal de Educação Infantil – Criança Esperança - Creche III no município de Colíder, distante 632 km de Cuiabá. Há cerca de 15 dias apresentou os primeiros sintomas da doença e apesar de já ter tomado a primeira dose do imunizante, acabou não resistindo às complicações causadas pelo novo coronavírus.

Fernanda deixa dois filhos e esposo. O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) manifesta solidariedade aos familiares e amigos da educadora, que faz parte dos 160 registros de mortes de trabalhadores da educação em Mato Grosso, em decorrência da Covid-19. “Sentimos muito pela perda. Essas pessoas não são apenas números, são pessoas que tinham uma vida pela frente, tinham sonhos, família. Apesar desses casos continuarem acontecendo, o governador Mauro Mendes e seu secretário de Educação, insistem em defender o modelo híbrido sem que os trabalhadores tenham recebido as duas doses, o que iria expor esses trabalhadores a um risco absurdo”, disse Valdeir Pereira, presidente do Sintep-MT.

O sindicalista destaca ainda que o posicionamento dos parlamentares na Assembleia Legislativa, quando da derrubada do veto do governador da Lei 21/2021, mostrou a sobriedade que faltou em Mauro Mendes e o secretário Alan Porto. “A Assembleia Legislativa mostrou sensibilidade ao derrubar o veto do governador e garantir que esse retorno presencial ou semipresencial se dê somente com a aplicação da segunda dose em todos os trabalhadores da educação. Enquanto não forem todos imunizados, o risco de mais mortes é iminente”, disse Valdeir.

Quanto à uma possível resistência de uma minoria em se vacinar, o Sintep-MT reitera seu posicionamento para que o próprio governo, crie mecanismos afim de responsabilizar quem não quiser ser imunizado. “Nós entendemos que as pessoas não podem ser vacinadas à força, no entanto, tomar a vacina é um ato de cuidado consigo mesmo e com o próximo e neste caso, o bem coletivo fala mais alto que uma vontade individual. Sendo assim, o governo é que precisa se manifestar sobre como lidar nesses casos. Para nós, enquanto sindicato, nossa defesa é muito clara: vacina para todos e todas já”, finalizou o presidente do Sintep-MT.

(Sintep-MT, 08/07/2021)