2021 08 02 giro go seta sistemas

Sindicato lutou para antecipar a segunda dose para os trabalhadores da Educação, mas não conseguiu sensibilizar governo Caiado

Mesmo com mais de 20 mil mortes por Covid-19 e 84% das vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ocupadas, a rede estadual de ensino de Goiás está retomando as aulas presenciais nesta segunda-feira (2), no chamado sistema híbrido, no qual haverá um rodízio quinzenal para o atendimento presencial escalonado dos estudantes.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) fez várias gestões para que o retorno presencial só acontecesse após a segunda dose da vacina, mas a antecipação da imunização não aconteceu. “É claro que existe um prejuízo para os estudantes com as aulas remotas. Mas primeiro precisamos valorizar a vida. Morto não ensina e não aprende”, resume Bia de Lima, presidenta do Sintego e da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT-GO).

A sindicalista defende que a Secretaria Estadual de Educação de Goiás (Seduc) respeite as orientações de cada município, visto que muitos estão receosos em retomar as aulas presenciais neste momento.

Funcionamento
O retorno presencial ocorre após um ano e meio de aulas remotas e nesta segunda-feira 265 mil alunos eram esperados nas escolas estaduais goianas, que voltam com ocupação de até 50% da capacidade de cada unidade de ensino.

Conforme a Seduc vão retornar primeiro os alunos que não têm nenhuma conectividade (acesso à internet) e depois aqueles que tiveram baixo desempenho nas avaliações. Em seguida voltarão ao regime presencial os estudantes em situação de vulnerabilidade e os que estão em séries de terminalidade, ou seja, os do 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio.

Ainda segundo a secretaria, os pais ou responsáveis podem optar por manter seus filhos no sistema remoto, mas nesse caso precisam assinar um termo de responsabilidade quanto a essa decisão. As aulas serão as mesmas nos modos presencial e virtual.

(CUT Goiás, Maísa Lima, 2/08/2021)