A diretoria do Sintet se reuniu de forma virtual nesta quinta-feira (12), para tratar do retorno das aulas presenciais em meio a pandemia.  O sindicato é a favor do retorno apenas após a vacinação da segunda contra a COVID-19 para os profissionais da educação e para a comunidade escolar.

“Não concordamos com o retorno das aulas sem a completa imunização dos profissionais e da comunidade escolar, o momento é de vacinação das pessoas”, disse José Roque Santiago, o presidente do Sintet.

Segundo os dirigentes sindicais, a sobrecarga é o principal problema apontado pelos professores quanto ao retorno das aulas. Na reunião, os presidentes das regionais destacaram os diversos problemas causados pelo retorno das aulas nos municípios, entre eles, a sobrecarga dos professores que com o retorno no formato híbrido devem atender os alunos no formato presencial, no remoto – com blocos de atividades - e mais as aulas online.

Grande parte da comunidade escolar ainda não tomou nem a primeira dose da vacina, o que pode aumentar o número de contágios pelo coronavírus.

Os professores ainda alegam que as medidas sanitárias nas escolas não estão sendo cumpridas, principalmente quanto ao distanciamento. Muitas escolas não têm a menor condição de oferecer as medidas de segurança sanitária, onde os profissionais estão expostos ao risco da contaminação. Em Palmas, duas escolas estaduais fecharam devido ao registro de casos de contaminação: a Escola Estadual Novo Horizonte e a Escola Militar.

Em Tocantinópolis, nos municípios que abrangem a regional permanecem os decretos municipais com retorno das aulas presenciais ainda suspensos.

Na regional de Arraias, as escolas permanecem no trabalho remoto, e que as prefeituras estão ampliando a vacinação devido a alta de contaminações nos municípios.

A vice-presidente da regional de Araguaína, Silvinia Pires, ressaltou que as denúncias na regional é que o trabalho do professor triplicou nas escolas. “Fico pasma com tanto desgaste para os profissionais da educação, gerando mais problema de saúde para os profissionais, as aulas no formato híbrido são exaustivas”, disse ela.

Silvinia também abordou sobre o SERVIR. O plano de saúde dos servidores estaduais. “Precisamos nos atentar para o gargalo do problema do plano de saúde - Servir, que está diminuindo o atendimento, descredenciando hospitais por falta de pagamento, isso consequentemente vai onerar o SUS, impactando não só o servidor, mas toda a sociedade”, completou.

Na regional de Miracema, a diretora regional de ensino anunciou que o retorno das aulas no formato híbrido acontece até setembro.

A direção do sindicato encaminhou que deve cobrar uma agenda, uma audiência, com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para tratar das reivindicações apontadas.

CONCURSO PÚBLICO

A direção encaminhou que deve ir novamente ao Ministério Público cobrar a realização de concurso público para a educação. O sindicato já promoveu ação civil pública cobrando o concurso, realizou um abaixo-assinado entre outras manifestações civis e judiciais.

(Sintet, 16/08/2021)