As escolas municipais e estaduais de Goiânia adereriam a greve geral convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e paralisaram suas atividades nesta quarta-feira (15). O protesto é contra a Reforma Previdenciária, que está em tramitação no Congresso Nacional.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia Lima, a paralisação está sendo realizada em todas as unidades de ensino do Estado. “Paralisação total no Estado inteiro. Estamos ainda com atos em Goiânia, Anápolis, Nerópolis, Palmeiras e Mineiros”, frisa.

Procurada pelo Mais Goiás, a Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou que, por enquanto, não irá se pronunciar sobre as paralisações. Já a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME), disse que divulgará um levantamento da paralisação nas unidades municipais no final do dia.

Nas escolas particulares, as aulas continuam. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe-GO), o Alexandre José Umbelino de Sousa, até o momento não foi registrada nenhuma paralisação nas unidades privadas. Contudo, ele explica que cada escola tem a liberdade de definir seu posicionamento e, por isso, pode acontecer de alguma aderir ao movimento.

Manifestações em Goiânia

Na manhã desta quarta-feira (15), os trabalhadores da educação estão se reunindo e vão se concentrar na Praça Cívica. Já os Policiais Federais, Policiais Rodoviários Federais, Policiais Civis, Agentes Penitenciários e Guardas Municipais já estão em frente à Assembleia Legislativa de Goiás para deliberarem sobre a possível paralisação geral em razão da reforma da Previdência. Eles exigem a manutenção da aposentadoria policial, em razão dos riscos da atividade de suas funções.

O Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (SindJustiça) também coordena manifesto contra a reforma da Previdência nesta quarta-feira. O ato será no saguão principal do TJGO, no Setor Oeste. Em seguida, os manifestantes seguirão em caminhada até a Praça Cívica, onde o grupo se juntará a integrantes de outras categorias de trabalhadores.

(Portal Mais Goiás, 15/03/2017)