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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais do setor público da educação básica brasileira, REPUDIA a ação truculenta da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais contra as professoras da educação infantil de Belo Horizonte/MG na manhã do último dia 23.

Em manifestação legítima e pacífica, as professoras do munícipio da capital mineira se depararam com um verdadeiro horror protagonizado pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de Minas. Em decisão tomada legitimamente pelas trabalhadoras da educação infantil em Assembleia da categoria, que se encontra em greve pela imediata equiparação de sua carreira à do ensino fundamental da rede municipal, promessa de campanha nunca cumprida pelo atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, elas decidiram marchar até a Prefeitura. Encontraram pela frente uma repressão desproporcional e violenta da Polícia Militar, que terminou com o uso desmedido de força: bombas de efeito moral, balas de borracha, spray de pimenta, gás lacrimogênio e até o uso do famoso “caveirão” transformou uma manifestação em um ato de barbárie feito por aquela instituição do Estado que devia justamente proteger o cidadão.

É imperioso que o atual governador de Minas Gerais Fernando Pimentel faça jus ao seu papel institucional de chefe da Polícia Militar do Estado e apure, com rigor, o ocorrido. É fundamental que a comissão de sindicância instaurada pelo Governo jogue luz sobre os responsáveis por tamanha violência e os puna de forma contundente para que isso sirva de exemplo e nunca mais volte a ocorrer. Não interessa à sociedade mineira uma Polícia Militar que seja inimiga de seu povo! E não interessa também aos mineiros um governo estadual que seja capturado por uma corporação que agride a sua população!

Os/as educadores/as de todo o Brasil prestam sua mais irrestrita solidariedade às professoras brutalmente agredidas, ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte – Sind-REDE/BH e aos seus dois diretores presos. A luta para extirpar o fascismo de nossas instituições é premente e inadiável! E mais do que nunca a pauta republicana e democrática da desmilitarização da Polícia Militar torna-se urgente!

Exigimos que o prefeito de Belo Horizonte cumpra sua promessa de campanha de equiparação da carreira da educação infantil à do ensino fundamental e que o governador do Estado apure com todo o rigor necessário o ocorrido para, o quanto antes, punir os responsáveis! Esperamos que a sindicância aberta dê respostas à sociedade! Fazemos nossas as palavras do Sind-REDE/BH: lutar não é crime!

Brasília, 25 de abril de 2018

Diretoria Executiva da CNTE