banners mocao de repudio 2

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa de mais de 4 milhões de trabalhadores/as das escolas públicas brasileiras, vem a público REPUDIAR, de forma veemente, a falta de pagamento de salários aos trabalhadores em educação do município de São Sebastião do Paraíso/MG que, desde agosto desse ano, vem reiteradamente tendo os seus salários atrasados ou parcelados.

O município está hoje com mais de 450 professores/as com seus salários atrasados, ainda referentes ao mês de setembro, tendo muitos desses tido a sua remuneração parcelada, em um claro desrespeito da gestão municipal com a educação pública de sua cidade. O Sindicato dos Servidores da Educação Pública Municipal de São Sebastião do Paraíso – SindEduc está atento a situação e já mobiliza os/as trabalhadores/as do município a fim de cobrar da Prefeitura o pagamento devido aos servidores.

A Prefeitura do município, em que pese ter aumentado a sua arrecadação em mais de 4,5 milhões de reais no mês de outubro, segundo dados obtidos pelo Sindicato através do portal eletrônico do Banco do Brasil, não responde à altura da gravidade da situação. Primeiro, de forma absolutamente acintosa, questionou a representatividade do sindicato dos servidores da educação, indicando em sua nota divulgada que reconhece outra entidade que não o SindEduc. Depois disso, afirma que a falta de pagamento ou seu parcelamento se deu em decorrência do atraso no repasse dos recursos do FUNDEB.

É estarrecedor a falta de responsabilidade ética e social da gestão municipal com os seus trabalhadores em educação do município que, em função desse atraso, passam a viver em situação de penúria absoluta, tendo que depender de parentes e vizinhos para conseguirem alimentar-se a si e a suas famílias. Se não bastassem os argumentos mais esdrúxulos para justificar esses atrasos e parcelamentos de salários, a Prefeitura Municipal ainda alocou os recursos do FUNDEB, que podem e devem ser gastos prioritariamente na remuneração de seus servidores da educação, na aquisição de carros, compra de mobiliários e outros tantos gastos desnecessários e, diante da atual situação de atraso e parcelamento de salários, supérfluos.

Denunciaremos esse descaso nacionalmente e colocamo-nos solidários aos/às trabalhadores/as em educação do município, ao tempo em que exigimos da gestão municipal a solução desse grave problema. Disponibilizamos à categoria todo o nosso suporte para o enfrentamento que se colocar necessário para dar solução a essa questão. Não é possível a perpetuação de tamanho desrespeito imposto aos/às educadores desse município, praticado por uma gestão pública que não sabe dar valor a quem oferece apenas o futuro às crianças e jovens de sua cidade.

Brasília, 07 de novembro de 2018

Direção Executiva da CNTE