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Assim como no Brasil, a propagação de falsas notícias nas redes sociais da Internet atinge a todos os países da região, atacando e difamando pessoas e setores sociais inteiros de um país. Definitivamente, virou um instrumento moderno da luta política dos setores mais reacionários das sociedades de nossos países, contra os lutadores do povo e suas organizações sociais.

O que vem acontecendo na Colômbia, desde o último dia 29 de janeiro, é a mais recente manifestação desse ardil fomentado por nossas elites da região. Quando da realização do Seminário Político e Pedagógico promovido pela FECODE, quando foi convidado o senador colombiano Gustavo Petro para uma exposição no âmbito daquele encontro de educadores e educadoras do país, lançou-se uma campanha de ataque à FECODE, ao magistério colombiano como um todo e ao próprio senador Petro. Assim como no Brasil, insinuam que os/as professores/as são doutrinadores. Igual ao Brasil, elegem os/as educadores/as como inimigos de seu povo, de forma sorrateira e em uma campanha agressiva e muitas vezes anônima, os acusando até de terrorismo.

O caso brasileiro recente, quando da eleição de um presidente da República de cunho fascista, eleito sob uma campanha baseada em notícias falsas na Internet, nos deixa especialmente preocupados e sensibilizados com o uso recorrente e articulado desse tipo de instrumento político. E fica cada vez mais claro que essas estratégias são fomentadas nos nossos países a partir de uma orientação que vem de fora e deve ser cumprida à risca por nossas elites políticas e econômicas. Aqui no Brasil, como agora na Colômbia, o uso desse tipo de recurso se presta ao jogo mais sujo da política, marca de nossos tristes tempos de avanço de setores ultraliberais em todos os países de nossa América.

Esse evento de difamação orquestrado por esses setores fascistas da política colombiana só fortalece a grande Paralisação Nacional do Magistério, convocada pela FECODE para o próximo dia 14 de fevereiro, quando pelo respeito à profissão docente e pelo financiamento da educação pública, além da exigência do fim da intervenção colombiana na Venezuela, os/as professores/as de todo o país paralisarão suas atividades por 24 horas. Essa campanha de difamação contra os/as educadores/as do país fortalecerá os movimentos de rua que ocorrerão nesse dia.

Os/as trabalhadores/as em educação brasileiros/as se solidarizam com todos os/as docentes colombianos/as! Nos solidarizamos também com nossa entidade irmã e parceira de tantas lutas por uma educação pública e de qualidade no continente, a FECODE, congênere da CNTE/Brasil na Colômbia! Pelo fim das mentiras e pelo respeito à profissão docente!

Brasília, 07 de fevereiro de 2019

Direção Executiva da CNTE