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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa de mais de 4 milhões de trabalhadores/as das escolas públicas brasileiras, vem a público REPUDIAR, de forma veemente, a ação da Polícia Militar do Estado do Maranhão que, de forma absolutamente violenta, recorreu ao uso da força desproporcional em um ato de professores e professoras, à frente da Secretaria Municipal de Educação de São Luís (SEMED), no dia de ontem em São Luís.

A manifestação dos/as educadores/as municipais de São Luís, marcada e divulgada previamente, pela própria página eletrônica da entidade, referia-se a um dia de paralisação da categoria para cobrar da Prefeitura de São Luís o cumprimento do reajuste do Piso Nacional do Magistério, além de uma extensa pauta que a gestão municipal nega-se a conhecer porque sequer recebe os representantes da categoria para dialogar. É importante lembrar ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior que uma boa gestão pública só é possível quando se exerce o diálogo social.

É fundamental que a ação da Polícia Militar seja devidamente apurada no âmbito da Corregedoria da corporação. Não é possível aceitar a truculência com que os seus policiais agiram contra trabalhadores públicos iguais a eles. As vítimas da brutal repressão empreendida pela Polícia Militar podem ser professores e professoras de seus próprios filhos ou netos.

Os/as educadores/as brasileiros/as, assim, repudiam o que aconteceu no dia de ontem com nossos/as companheiros/as municipais de São Luís e exigem imediata apuração. Nos solidarizamos com os/as trabalhadores/as da educação de São Luís, que estavam ali apenas com o objetivo de, pacificamente, exercer seu direito de manifestação. Da mesma forma, nos colocamos à disposição do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de Educação de São Luís – Sindeducação para acompanhar esse caso de perto. Essa agressão, às vésperas do Dia do/a Trabalhador/a, torna o caso mais preocupante e estarrece a todos, dando projeção nacional a mais essa violência contra a classe trabalhadora.

Brasília, 2 de maio de 2019

Direção Executiva da CNTE