LUTA

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade nacional representativa dos profissionais da educação básica do setor público brasileiro, vem por meio desta se solidarizar de forma incondicional com o movimento grevista dos/as educadores/as do Estado do Piauí, bem como ao seu Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Piauí, SINTE/PI.

Em greve desde o último dia 10 de fevereiro, professores/as e funcionários/as de escola do Estado do Piauí decidiram deflagrar um movimento paredista por tempo indeterminado diante do desrespeito do governador Wellington Dias (PT) com os/as professores/as e funcionários/as de escola do Estado. Desde o ano passado, o governo estadual se nega a cumprir a lei federal do Piso Nacional do Magistério, que alcançou o índice de 4,17% naquele ano. Somado ao índice de 2020, que foi de 12,84%, o governo estadual já deve aos/às educadores/as do Estado mais de 17% de reajuste.

A legítima greve dos/as educadores/as piauienses é justa porque reivindica tão somente o cumprimento de uma Lei Federal. O governador se nega a receber o sindicato para discutir essa questão, reproduzindo as piores práticas de gestão do que há de mais nefasto em nossa política. Ao invés de sentar à mesa de negociação com os/as trabalhadores/as, prefere ir à imprensa local e anunciar um valor de reajuste menor do que o devido. Trata-se de um claro movimento de desprezo pelo diálogo social que é marca indelével de uma boa gestão pública.

A reivindicação do SINTE/PI é pela valorização do trabalho do/a profissional da educação no Estado e deve, sobretudo, atender a todos, indiscriminadamente, mantendo a paridade entre ativos e aposentados. É nessa bandeira justa e legítima que a greve tem se mostrado cada vez mais forte e, também por isso, demonstra cada vez mais apoio popular na sociedade. Os 27 núcleos regionais do sindicato, atuantes em todo o Estado, garantem mobilizações diárias de uma luta que não deve ser subestimada: o movimento grevista ganha adesão cada vez maior de toda a sociedade do Estado, envolvendo também as entidades da educação superior, solidárias à luta justa dos/as trabalhadores/as da educação básica.

Não toleraremos o desrespeito a que a categoria está sendo submetida pelo atual governo do Estado! Uma educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada só será alcançada, em definitivo, através da mobilização de toda a sociedade e da luta dos/as educadores/as nas ruas! Os/as professores/as e funcionários/as de escola de todo o país se somam a essa luta e a ela estamos todos/as atentos/as!

Brasília, 18 de fevereiro de 2020

Direção Executiva da CNTE