PANDEMIA

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No último dia 24 de junho, em visita ao Rio Grande do Norte, o Presidente da República pegou uma criança em seu colo em evento realizado pela comitiva presidencial e, de forma absolutamente irresponsável e grotesca, retirou a máscara de proteção usada pelo menino. Filmada e retransmitida imediatamente por todo o país, a cena de Jair Bolsonaro, sem máscara em uma atividade de aglomeração, tirando abruptamente a máscara da criança gerou repulsa em toda sociedade.

Todos/as já sabemos que as ações de negligência ao combate à pandemia no Brasil foram e são ainda hoje, em grande medida, deliberadas e orientadas para que o máximo de pessoas contraiam a doença provocada pelo Coronavírus. A própria figura abjeta do Chefe de Estado brasileiro é rotineiramente vista em público sem máscara de proteção e, se isso não bastasse, promovendo aglomerações. Em virtude exatamente dessas suas posições nefastas, Bolsonaro já foi multado por fazer essas mesmas coisas no Maranhão e em São Paulo, quando de suas recentes visitas aos dois Estados.

Mas nunca a perversidade do Presidente da República foi tão acintosa como a dessa recente cena que descrevemos acima: sem o consentimento da criança e dos próprios responsáveis, Bolsonaro por conta própria puxa para baixo a máscara da criança que, indefesa em seu colo, nada pôde fazer. Nessa mesma visita ao Rio Grande do Norte, também foi repercutida uma outra cena em que, ao ouvir um repente de uma adolescente em evento ou solenidade, o Presidente pede à jovem, mais uma vez, que retire sua máscara. Trata-se mesmo de um verdadeiro escracho sem limite daquele que deveria dar os melhores exemplos.

Os/as educadores/as brasileiros/as repudiam mais essa ação grotesca daquele que ousa representar, em nível máximo, a população brasileira. Não merecíamos ter figura tão deplorável na condução da maior pandemia do século, que transforma o país em pária mundial e recordista de mortes e contaminações pelo Coronavírus. Por essa ação, Bolsonaro agora responderá por uma queixa-crime apresentada contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Aqui, somente nos cabe protestar e repudiar, de forma veemente, essa ação grotesca de um homem que se reveste do cargo de Presidente da República do Brasil! Esses tempos difíceis a que estamos sendo obrigados/as a nos sujeitar,  temos plena certeza e convicção, logo passarão!

Brasília, 28 de junho de 2021

Direção Executiva da CNTE