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Educadores de todo o Brasil se solidarizam a Professora de Filosofia do Colégio Estadual Thales de Azevedo, localizado no Bairro do Costa Azul, em Salvador - Bahia

No último dia 16 de novembro, uma professora de filosofia da rede estadual de ensino da Bahia chegou a passar mal quando chegava para mais um dia de trabalho na escola em
que leciona a disciplina. Ela foi surpreendida com uma notificação de comparecimento a Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente. A acusação a ela direcionada veio de uma mãe de estudante sobre o conteúdo por ela lecionada sobre questões de gênero, sexualidade, diversidade e machismo.

O clima de perseguição a professoras e professores que se instalou o país desde a ascensão ao poder deste grupo político representado por Bolsonaro aumentou muito. E isso se deu
em função dos próprios pronunciamentos dos membros do governo federal. O próprio Presidente da República elegeu a educação como inimiga do país. E esse clima reverbera por todo o Brasil, chegando ao ponto de pais e estudantes passarem a denunciar os/as profissionais da docência por questões de cunho político e/ou religioso.

Sabemos bem que o/a professor/a goza de autonomia para escolher o conteúdo pedagógico que achar mais adequado para seus estudantes. Isso é o que a Constituição brasileira
assegura como liberdade de ensinar em seu artigo 206. Mas diante desse caldo político e social fomentado deliberadamente por Bolsonaro e sua turma em Brasília, todos passaram a se sentir autorizados a dizer o que os/as professores/as devem ou não lecionar em suas disciplinas.

Foi salutar saber que, de pronto, a própria equipe gestora da escola, a Secretaria Estadual de Educação da Bahia, o Fórum Estadual de Educação e o próprio sindicado APLB e
outras tantas entidades do movimento educacional baiano e brasileiro se pronunciaram contra essa ingerência descabida.

Repudiamos ações como essas que, nos últimos anos, ganharam força no país justamente por esse momento político obscurantista a que todos/as estamos submetidos/as
atualmente. Toda nossa solidariedade à professora!!!

Brasília, 22 de novembro de 2021
Direção Executiva da CNTE