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O Governo de São Paulo está provocando um desmonte nunca visto na educação pública do estado. A pretexto de “reorganizar”, o Governo desorganiza a vida de milhares de alunos, suas famílias e dos educadores ao fechar escolas próximas aos locais de moradia e de trabalho. Ao que parece, o fechamento de 94 escolas e as mudanças em outras 752 unidades visam tão somente ao corte de despesa, ao enxugamento do serviço público, típico dos governos do PSDB. É a receita neoliberal do Estado mínimo aplicada na íntegra.

O mais grave é que além agir autoritária e unilateralmente, ao não dialogar com a comunidade antes de promover essa “desorganização”, o governo de Geraldo Alckmin usa a força para retirar estudantes que ocupam as escolas e lutam para manter o direito que lhes é garantido por lei. A intolerável reintegração de posse levada a cabo pela polícia, sem autorização judicial, na escola estadual José Lins do Rego, na cidade de São Paulo, onde professores e alunos foram espancados, foi mais um ato de total falta de compromisso com a segurança da comunidade escolar e interesse em governar voltado para sociedade.

A CNTE se solidariza com os professores, pais e alunos que estão bravamente resistindo para garantir o legítimo direito à educação, no local e no método que estão familiarizados; e apóia integralmente a atuação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), junto ao Ministério Público e à Defensoria Pública, para evitar que as escolas sejam fechadas.

Brasília, 16 de novembro de 2015.

Diretoria Executiva da CNTE