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Desde o último dia 04 de abril, quando a mais alta corte judicial brasileira (STF) negou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a concessão de um Habeas Corpus para garantir-lhe o direito inscrito na Constituição brasileira de qualquer cidadão só ser considerado culpado e, portanto, preso, após todo o processo judicial ter seu trânsito julgado pela última instância judiciária, o Brasil viveu dias épicos de resistência política.

Tudo começou com a expedição do mandado de prisão do presidente Lula feito pelo juiz que investiga o caso. O país foi surpreendido e, em várias cidades brasileiras, manifestações espontâneas começaram a acontecer. A maior delas deu-se em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, na sede do histórico Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, local onde mais de 30 anos atrás deu-se início a trajetória política de Lula. Mais de 50 mil pessoas dirigiram-se à sede do emblemático sindicato, lugar para onde foi o ex-presidente Lula depois de saber da decisão de sua ordem de prisão. A partir daí, deu-se o início de um processo heroico de resistência do povo à prisão de Lula.

Em processo de vigília permanente, a multidão que cercou o sindicato no dia 05 de abril de lá saiu somente pouco mais de 48 horas depois, no sábado à noite, dia 07 de abril. Nesse intervalo, em um movimento único de resistência política e desobediência civil, a multidão defensora de Lula protagonizou um dos momentos mais bonitos da história política brasileira, junto ao seu maior líder popular. Após a realização de uma celebração religiosa em homenagem à sua falecida esposa, Marisa Letícia, que completaria nesse dia 07 de abril 68 anos de vida, celebrada pelo Bispo Dom Angélico Bernardino, vinculado à Teologia da Libertação, e acompanhada pela multidão, Lula saiu do sindicato e pôs-se nos braços do povo que, em uma só voz, entoavam cânticos e palavras de ordem em seu favor. O registro fotográfico desse momento certamente entrará para a história como uma das cenas mais épicas protagonizadas pelo povo brasileiro em defesa de seu maior presidente!

Desde a noite do último dia 07, Lula encontra-se encarcerado em prisão política. Imediatamente, formou-se uma Vigília Democrática, agora na cidade de Curitiba, capital do Estado do Paraná, para onde Lula foi transferido. Já na primeira noite, a polícia daquele Estado agiu de forma truculenta contra os que ali estavam em protesto pacífico, recorrendo à violência das balas de borracha e bombas contra os manifestantes. Ao menos 10 feridos foram para os hospitais da região. Pensaram que, com esse tipo de ação de truculência, iriam arrefecer o ânimo da resistência. Ledo engano! O povo continua em estado de vigília permanente em frente ao local onde Lula está encarcerado, e a expectativa é que ali se transforme em um centro de peregrinação nacional e mundial em solidariedade ao presidente Lula.

Diante desse quadro, os/as educadores/as brasileiros/as repudiam a prisão política de nosso presidente Lula, compondo a grande frente nacional que já ocupa as ruas brasileiras em defesa da democracia e pela imediata libertação de nosso presidente. Tememos pela segurança de nosso presidente já que, em um estado de exceção como o que se transformou o Brasil nos dias de hoje, é importante assegurar que a sua vida seja preservada. Pelo fim imediato da prisão política de Luiz Inácio Lula da Silva! A repercussão mundial a essa arbitrariedade já existe, e iremos nos somar a essas vozes e contribuir com todas as nossas forças para que o mundo tenha conhecimento do que está a ocorrer em nosso país! Somos todos e todas Lula!


Brasília, 09 de abril de 2018

Diretoria Executiva da CNTE