PARALISAÇÃO NACIONAL

 

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O calendário aprovado pela CNTE, ainda no mês de junho, quando o nosso Conselho Nacional de Entidades aprovou a indicação do dia 13 de agosto como um dia nacional de paralisação da educação, mostrou-se mais uma vez acertado. Após o anúncio dessa data, várias outras entidades educacionais, sindicais e acadêmicas, da educação básica e superior, passaram a acompanhar o indicativo do dia 13. E o que se viu foi uma importante demonstração de unidade do campo educacional brasileiro, ciente dos ataques diuturnos contra a educação pública perpetrados pelo atual governo federal.

O sucesso da mobilização nacional deveu-se, em primeiro lugar, à nossa organização política e sindical que conseguiu construir no Brasil sindicatos de educadores fortes e atuantes. O diálogo construído entre todos os segmentos educacionais brasileiros canalizou para uma ação unitária de amplos e expressivos segmentos dos trabalhadores e trabalhadoras em educação do Brasil. O sucesso foi estrondoso!

Pela primeira vez, esses atos e manifestações que cobriram o país de norte a sul foram registrados e tabulados a partir de uma ação direta de nossas próprias entidades. Em uma experiência pioneira para a CNTE, fechamos uma parceria que já tinha se mostrado importante na greve geral do dia 14 de junho: um mapa interativo e construído em tempo real foi alimentado com todos os atos que ocorreram pelo Brasil afora. A iniciativa surgida através de um instrumento desenvolvido por Marcelo Zelic, membro da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, ganhou corpo quando a CUT, a CNTE e a UNE se somaram à iniciativa, que deu a projeção exata do tamanho de nossas manifestações: o dia 13 de agosto contou com a realização de atos em 212 cidades brasileiras, e em quase 70% desse universo com registro da imprensa local ou das redes sociais.

Para se ter uma ideia do sucesso de nossas manifestações, das 41 cidades brasileiras que contam com mais de 500 mil habitantes, somente em 10 não ocorreram atos ou manifestações. Nosso dia 13, construído por todos os educadores e educadoras do país, marcou a realização de manifestações e atos em municípios que representam mais de 40% do país em número de habitantes. Mais de 100 mil visualizações! É poderosa a capilaridade de nossas ações políticas!

E justamente por isso não devemos ceder em nada e tampouco esmorecer nossas ações. A luta continua e nossa mobilização deve ser permanente! A orientação agora é estimular o debate sobre o financiamento da educação básica com a nossa categoria, em nossos locais de trabalho e nas escolas de todo o país, além de fomentar esse debate com a própria comunidade escolar.

Na semana do dia 1 a 7 de setembro devemos assumir o mote “Em defesa da soberania nacional e contra o desgoverno Bolsonaro” e realizarmos aulas públicas em locais de grande concentração popular. Devemos também nos somar massivamente às atividades do Grito dos Excluídos, que acontece no dia 07 de setembro em todo o país. A luta está apenas começando! Juntos derrotaremos esse governo que só nos ataca!

 

 

Brasília, 16 de agosto de 2019

Direção Executiva da CNTE