DEMOCRACIA

 

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O dia 20 de agosto de 2019 marca um triste episódio para a história brasileira: essa data representa o marco de 500 dias da prisão do maior líder popular vivo do país e do presidente mais querido de todos/as os/as brasileiros/as. A prisão de Luís Inácio Lula da Silva naquele 07 de abril de 2018 comoveu o Brasil e o mundo. Às vésperas das eleições gerais brasileiras, que terminaram por eleger o atual Presidente da República, o então candidato Lula liderava todas as pesquisas de intenção de voto. Anos de ataque à sua imagem não abalaram a confiança do povo brasileiro em Lula, e em especial a dos mais pobres, já que foi o presidente mais bem avaliado da história do Brasil, dado até hoje confirmado por qualquer pesquisa de opinião.

À época daquele tenebroso 07 de abril, muitos não acreditavam que o conluio que se formou para interditar os governos democráticos e populares que ganhavam as eleições presidenciais desde 2002 não chegaria até onde chegou. Já falávamos desde muito tempo que o golpe que afastou a Presidenta Dilma Rousseff em 2016 não seria suficiente para impedir a retomada do projeto que incluiu milhões de brasileiros à cidadania desde sempre negada. Já dizíamos que o objetivo era interditar o ex-Presidente Lula da corrida eleitoral e, se não fosse possível fazê-lo através da tática de destruição de reputação, perpetrada durante anos pela grande imprensa nacional, o jeito seria forjar a prisão do ex-presidente. E assim foi feito: um conluio entre segmentos do poder judiciário brasileiro, de parte expressiva da grande mídia nacional, que se responsabilizou para “ganhar” a opinião pública, e das elites nacional e internacional, essa última fortemente interessada no projeto de entrega de nossas riquezas nacionais, o que depois veio a ser comprovado, encarcerou o Presidente Lula.

As revelações recentes do que ficou conhecido como “Vaza-Jato” deixam cada vez mais claro que, de fato, a prisão de Lula foi feita sem provas, porque ele é definitivamente inocente do que o acusam, e com uma celeridade fora do comum e dos padrões de nosso direito processual penal brasileiro. Tudo para atender, a tempo, a sua inviabilização no pleito eleitoral de 2018. O roteiro foi cumprido à risca pelos operadores do direito de forma a impedir a sua participar nas eleições e, assim, e somente dessa forma, favorecer a vitória do então candidato Jair Bolsonaro, que por fim saiu vitorioso em um pleito eleitoral marcado por financiamento ilegal, via caixa 2, de propagações de notícias falsas (as conhecidas fake news), um incidente de ataque a facadas a Bolsonaro, até hoje pouco esclarecido, e a interdição do então candidato Lula às eleições. Esses operadores de direito que armaram esse verdadeiro conluio contra a nossa democracia envergonham o judiciário brasileiro porque não julgaram de forma imparcial como deveriam. E chafurdam na lama as melhores tradições do Ministério Público Federal, criado na Constituição de 1988 para defender a sociedade.

Os/as educadores/as brasileiros/as repudiam esse conluio que prendeu o Presidente Lula! Repudiamos também a cumplicidade de tantos órgãos de controle que nada fizeram para frear o abuso e o arbítrio! E, de forma clara e sem receio, nos solidarizamos todos e todas com o ex-presidente Lula, nosso maior presidente e o que mais fez pela educação pública de nosso país. A verdade vencerá! Somos todos e todas Lula!

Brasília, 20 de agosto de 2019

Direção Executiva da CNTE

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