PANDEMIA

 

2020 08 10 destaque notapublica

No último sábado (08/08/2020), o Brasil atingiu a triste marca de 100 mil vidas ceifadas pela pandemia do novo Coronavírus. São 100 mil pessoas que tinham famílias, empregos e filhos. Eram pais, avós e sobrinhos de alguém. Dentre estes, milhares de profissionais de saúde, que estavam na linha de frente do combate à pandemia da COVID-19, tiveram o destino de viverem em um país que tem como marca ser a nação do mundo que mais vitimou os que escolheram as áreas de saúde para atuarem profissionalmente. Dentre essas milhares de vítimas, também temos inúmeros casos de educadoras e educadores, professores/as e funcionários/as de escola, que nos deixam desolados, a seus familiares e aos seus estudantes.

Não nos resta dúvida que a responsabilidade política por esse volume de mortes no país se deve às ações diretas, realizadas ou não, do atual Governo Bolsonaro. Um governo que sempre se esmerou em combater as politicas de isolamento social e do uso de máscaras para mitigar a propagação do vírus. Um governo que não se cansava de ir para frente das câmeras de televisão e para as redes sociais atacar a ciência e todo o debate acumulado na área de epidemiologia e imunologia. Um governo que, por suas políticas ou omissões, combatia deliberadamente a vida, desprezando-a com declarações asquerosas, em um claro aceno de absoluto repúdio à vida das brasileiras e brasileiros de nosso país. Esse governo tem nome: ele se chama Jair Bolsonaro.

O genocida Bolsonaro, alvo de 4 representações criminais no Tribunal Penal Internacional (TPI), é o responsável direto pelo nível de mortalidade do novo Coronavírus no país. Se tivéssemos um governo minimamente comprometido com seu povo, certamente teríamos perdido muito menos vidas e não seríamos o país com segundo número de mortes no mundo e tampouco o que mais extinguirá a vida de seus profissionais de saúde. Mas essa responsabilidade, é bom deixar claro, não é somente do governo irresponsável e genocida de Bolsonaro. Essa responsabilidade também deve ser compartilhada com a omissão dos Poder Judiciário e do Congresso brasileiros. É ultrajante a permissividade que os juízes/as da Suprema Corte brasileira, bem como a negligência de nossos/as deputados/as federais. A ação dos contrapesos dos poderes na República brasileira simplesmente inexiste diante da tragédia a que estamos todos/as submetidos/as. Diante de um governo que deliberadamente opta pela morte de seus cidadãos/ãs, só nos caberia o impedimento do tirano e de sua tirania. Mas o que se vê é um completo acovardamento de todos!

Os/as educadores/as brasileiros/as se solidarizam com as famílias dos mais de 100 mil mortos pela COVID-19! Lamentamos a perda da vida das mulheres, homens e crianças que sucumbiram diante dessa tragédia! Muitos dos/as nossos/as companheiros/as, professores/as e funcionários/as de escola, também foram vítimas desse genocídio praticado atualmente no Brasil. Somos testemunhas de um tempo em que a vida é absolutamente desprezada e a nossa aposta maior para os dias de hoje é pela interdição imediata de um governo genocida, comandado por um presidente que não nutre a menor empatia pelo seu povo, em especial os mais pobres e negros. Tenhamos a certeza que estes que aí estão agora passarão e nós conseguiremos resgatar novamente o nosso país!

Brasília, 10 de agosto de 2020

Direção Executiva da CNTE