VIOLÊNCIA

 

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Imagem: Reprodução/Twitter - Vereadora Carla Ayres (PT/SC)

A cena que repercutiu nas redes sociais e nos canais de imprensa de todo o Brasil são repugnantes e deploráveis: um homem sentado puxa uma mulher pela mão e, diante de sua negativa, levanta e força um abraço que, mesmo diante da resistência evidente da vítima, ainda intenta um beijo em seu rosto. O caso ocorreu dentro do Plenário da Câmara Municipal de Florianópolis e foi protagonizado por dois parlamentares da Casa.

A vereadora Carla Ayres (PT) é a vítima de mais um caso de assédio dentro de um parlamento brasileiro. O agressor, também vereador da capital catarinense, é Marquinhos da Silva (PSC). E tudo foi gravado e captado pelas imagens das lentes das camêras que filmavam a sessão da Câmara Municipal de Florianópolis.

Se não bastasse o estarrecedor do caso ser protagonizado por dois parlamentares, dentro de uma Casa Legislativa, chama a atenção que o debate travado na hora do caso era justamente a criação, no âmbito da Câmara Municipal da cidade, de uma Procuradoria da Mulher, espaço para acolher e reverberar os casos de violência de gênero da cidade para, dessa forma, criar mais um instrumento de defesa da mulher contra todo e qualquer tipo de violência.

O país está cansado da naturalização que homens fazem de atos como esse. Ao se defender, o vereador abusador disse tratar-se de uma brincadeira e, arrependido diante da repercussão nacional de seu ato, desculpou-se. Mas é claro que isso não é suficiente. Esse é um típico caso de assédio contra a mulher que, de forma recorrente, ocorre todos os dias no Brasil, e em todos os espaços.

As educadoras e também os educadores brasileiros/as se solidarizam com a vítima, a vereadora Carla Ayres. É fundamental que esse caso seja apurado de forma rigorosa pela Corregedoria da Casa e, não menos importante, que seja levado à Comissão de Ética ou algo similar que exista na Câmara Municipal de Florianópolis. Como disse a vereadora em suas redes sociais, “não é brincadeira se só um riu”. Pelo fim da violência de gênero em nosso país, estamos todos e todas juntos/as com Carla Ayres!

Brasília, 08 de dezembro de 2022
Direção Executiva da CNTE